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Cimeira Empresarial Exortará Empresas Americanas a Investir em África

No Oitavo Fórum AGOA realizado no Quénia em Agosto, a Secretária Clinton disse que a democracia é essencial para o crescimento dos negócios e do comércio. Quando líderes africanos e investidores se preparam para se reunir em Washington para a Cimeira Empresarial EUA-África, um responsável da Corporação para o Desafio do Milénio (MCC) diz que o investimento em África é agora mais atractivo para as empresas do que antes da crise financeira mundial. Do ponto de vista do sector privado a África é “a próxima fronteira natural” para investimento e as parcerias entre investidores e doadores no continente criam situações com benefícios mútuos para ambos ao partilharem o risco do investimento, afirma Jeri Jensen, a directora geral para iniciativas do sector privado na MCC.

O Fundo Monetário Internacional prevê que o crescimento económico de África seja de 3.4% durante 2009, o que é superior ao de muitas outras regiões do mundo que foram duramente atingidas pela crise financeira mundial. Jensen disse ao America.gov que algumas companhias americanas têm-lhe dito que fazer parceria com um doador em África “é mais atractivo agora do que antes da crise” devido a uma procura muito mais reduzida na Europa e nos Estados Unidos e ao desejo de mais companhias visionárias “entrar no terreno em África” com investimentos a longo prazo.

Segundo relatos da imprensa, a cimeira empresarial, que se realiza cada dois anos, reúne líderes de governos africanos, incluindo 10 chefes de estado, com representantes do sector privado que estão interessados em iniciar ou expandir os seus investimentos no continente africano. A cimeira terá lugar de 29 de Setembro a 1 de Outubro e é co-patrocinada pela MCC e pelo Corporate Council on Africa, que representa as preocupações do sector privado.

Para muitos investidores americanos, a África é um território inexplorado, disse Jensen. Os países que participam actualmente em programas da MCC já “são parceiros ideais de investimento” porque a participação exige que seja satisfeita uma série de critérios como governar com justiça, investir nas pessoas e reformas económicas. “Vimos que o investimento directo externo em países da MCC é significativamente superior ao investimento noutros países em desenvolvimento”, declarou Jensen.

“Para o sector privado os países da MCC são realmente… uma porta de saída enquanto pensam numa estratégia para África”. No seu discurso a 11 de Julho no Gana, o Presidente Obama disse que a boa governação é a chave do desenvolvimento económico de África e apelou a parcerias com o sector privado para fazer avançar o continente rumo a uma maior auto-suficiência e prosperidade. 

Obama também colocou a questão da apropriação pelo país, que é uma característica única dos acordos ou convénios da MCC. “Quando um país é considerado elegível para um convénio, tem a responsabilidade de desenvolver uma proposta e implementar o investimento e é responsável pelos resultados desses projecto”, explicou Jensen. Além de permitir ao país a flexibilidade de reavaliar os projectos que atingem ou não os seus objectivos, os projectos da MCC são também atractivos para os investidores privados porque beneficiam de cinco anos de financiamento previsível e estão directamente ligados ao próprio país e não ao doador.

“É um exercício de capacitação que continua e os nossos parceiros da MCC implementam estes projectos. Do ponto de vista do sector privado cria parceiros melhores e mais capazes de atraírem investimento futuro”, afirmou Jensen. A MCC está a tentar diversificar as exportações africanas para os Estados Unidos pois a maior parte das exportações são actualmente produtos de petróleo.

Jensen disse que na Tanzânia a MCC está a usar parte dos $700 milhões do compacto para ajudar a lançar as bases duma parceria pública-privada na área hidroeléctrica. A MCC também ajudou o Africa’s Standard Bank a unir-se à Aliança para uma Revolução Verde em África a fim de disponibilizar $110 milhões em crédito para os pequenos agricultores e agro-negócios no Gana, em Moçambique, Tanzânia e Uganda, que tinham sido anteriormente considerados demasiado arriscados pelas instituições de crédito.

Há muitas oportunidades de crescimento. Os problemas de África parecem resultar em grande medida da necessidade dos países criarem infra-estruturas. Por exemplo, os custos de fabrico são significativamente mais elevados em África do que na Ásia devido a mais tempo necessário para deslocar um produto para dentro ou fora do continente. Os problemas de infra-estruturas também explicam algumas das barreiras comerciais entre os próprios países africanos.

“Ir dum extremo dum país para o seguinte pode levar três dias e menos de um dia para ira para a Europa”, disse ela. Jensen diz que a sua organização quer aproveitar a Cimeira Empresarial EUA-África para aumentar os conhecimentos do sector privado americano sobre os programas da MCC “e o facto de estarmos a ajudar os nossos países a desenvolver projectos que envolverão o sector privado”.

Surgem também novas oportunidades de aquisição. “Provavelmente cerca de 50% dos $6.44 mil milhões atribuídos a 18 países irão para concursos públicos nos próximos 18 meses a dois anos”, disse ela, acrescentando “com o passar do tempo, podem contar com maior participação do sector privado em projectos da MCC e nós somos um parceiro natural para o sector privado em África”.

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