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Cidadãos condenados a penas que variam entre 24 e 30 anos de prisão

O Tribunal Provincial de Inhambane condenou uma cidadã de nome Joaquina Samuel Niquice, de 42 anos de idade, a 30 anos de prisão por ter mandado assassinar o seu marido e a sua rival no ano passado, no bairro Josina Machel, arredores da província de Inhambane.

A mesma pena foi aplicada a Laurinda Armando Guiamba, amiga da Joaquina Samuel Niquice e o seu esposo, Moisés António Vilanculos, depois de se provar que este último foi o autor material do assassinato.

Os três réus devem ainda pagar uma indemnização fi xada em trinta mil meticais às famílias das vítimas, assassinadas nos meses de Maio e Junho do ano passado.

O colectivo de juízes da segunda secção do Tribunal Provincial de Inhambane declarou que os três réus são delinquentes por tendência, daí que decidiu pela agravação extraordinária das suas penas.

Outros dois réus, por sinal sobrinhos de Joaquina Samuel Niquice, foram condenados a vinte e quatro anos de prisão maior e ao pagamento de uma indemnização de 24 mil meticais cada às famílias das vítimas.

Durante as investigações, segundo o tribunal, provou-se que, no total, estiveram envolvidos cinco indivíduos nos dois assassinatos. No entanto, uma ré identi ficada com o nome de Dulce encontra-se foragida. Assim, foi emitido um mandado de captura, contra a mesma e poderá ser julgada em processo separado.

Entretanto, o tribunal restituiu à liberdade Juma Cassula depois de se ter provado que não participou na execução do crime. A sua detenção deveu-se ao facto de este frequentar a casa de Moisés António Vilanculos, local onde foi assassinada Sera na Alberto Guambe, rival de Joaquina Samuel Niquice, a mandante do crime.

A defesa considera que as penas aplicadas aos seus constituintes são exageradas e promete recorrer da sentença.

Contornos dos assassinatos

Em de Maio de 2011, no Bairro Chalambe 1, na cidade de Inhambane, Moisés António Vilanculos e um seu amigo assassinaram a cidadã Sera na Alberto Guambe, de 26 anos de idade, numa casa abandonada, tendo Joaquina Niquice sido suspeita de ser a mandante porque disputava o marido com a malograda.

Depois da execução do crime, o corpo da vítima foi embrulhado num lençol e atirado numa vala.

Nessa altura, a relação entre Joaquina Samuel Niquice e o seu marido António Menete Canda já era azeda. Ele acusava-a de desvio de dinheiro proveniente da venda de mercadoria diversa numa banca.

Mais, nos dias que antecederam o assassinato de Sera na Guambe, António Canda tinha proposto a separação à esposa, mas antes pretendia levá-la a um curandeiro para desvendar o mistério do desaparecimento do dinheiro na casa onde ambos viviam.

Foi nesta senda de contradições entre o casal que Laurinda Guiamba optou por seguir o conselho de uma amiga, segundo o qual ela não devia abandonar o lar sob pena de perder os bens, mas sim eliminar o marido.

Joaquina Niquice acolheu a ideia da amiga e juntas traçaram o plano de assassinar António Canda para poder fi car com todos os bens do nado, porque acreditavam que este tinha muito dinheiro, a avaliar pelo volume de negócios que movimentava.

Desta forma, no dia 7 de Junho de 2011, por volta das vinte e três horas, um grupo liderado por Moisés Vilanculos dirigiu-se à casa de António Canda, introduziu-se no quarto onde se encontrava a dormir e estrangularam-no.

Depois do crime, enterram o corpo do malogrado no quintal. No dia seguinte, a esposa transformou o local numa machamba e plantou estacas de mandioca.

No entanto, o cheiro nauseabundo despertou a atenção da vizinhança e dos familiares de António Canda, que há muito questionavam o seu sumiço. Depois de muita insistência, Joaquina Niquice acabou por confessar o crime e indicar o local onde tinha enterrado os corpos do marido e da rival.

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