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Chókwè terá fábrica de conservação de hortícolas e carnes

O Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) anunciou que o distrito de Chókwè, provincial meridional moçambicana de Gaza, vai lançar, esta Sexta-feira, a primeira pedra para a construção de uma fábrica conservação de hortícolas e carnes, um investimento avaliado em 60 milhões de dólares americanos.

O investimento, que será suportado na sua totalidade pelo Estado moçambicano, visa criar um mecanismo para maior e melhor aproveitamento dos óptimos níveis de produção hortícola que o vale de Chókwè regista em todas as campanhas agrícolas, mas também o facto de haver criadores de gado bovino e caprino.

Apolinário Panguene, presidente do Conselho de Administração (PCA) do IGEPE, disse, Quinta-feira, em Maputo, que a concretização do empreendimento será, sem dúvida, um valor acrescentado ao potencial agrícola de Chókwè, onde uma larga fasquia da sua produção deteriorava por falta de mercado e processamento.

A unidade produtiva, que em princípio deverá estar concluída dentro de dois anos, para além do aproveitamento das hortícolas produzidas no Chókwè vai fomentar as culturas agrícolas e o respectivo processamento, estando as obras a cargo de um empreiteiro chinês.

Ainda no pacote de investimento em curso, mas em fases diferentes, isto é o estudo de viabilidade até conclusão do pacote financeiro para a subsequente implementação, o IGEPE trabalha em parceria o município de Maputo na requalificação do bairro da Polana Caniço “A” e “B”, numa área de 664 hectares.

O IGEPE, um organismo encarregue de gerir as participações do Estado e catalisar novas iniciativas de investimento público e privado, também pretende em parceria com a “SGI”, Dubai, desenvolver projectos de uma central eléctrica com base em biomassa, um parque solar, uma fábrica de painéis solares e ecoturismo na Reserva Natural de Maputo.

Em 2001, o IGEPE herdou uma carteira de 279 empresas participadas pelo Estado e em 2004 altura do início do processo de saneamento o universo registou uma progressiva redução que, até Abril último, totalizava 117 empresas, perfazendo uma fasquia de 60 por cento.

A redução da participação do IGEPE, segundo Panguene, não é afastamento como tal, antes porém uma questão de estratégia porque o Estado, por herança, entrou num conjunto de empresas que, mais tarde, concluiu que a sua presença não era relevante.

Desta feita, adoptou uma estratégia de retirada dessas empresas deixando a sua participação naquelas que considerava estratégicas onde pode ter um papel relevante como provedor de serviços para a comunidade.

O Primeiro Ministro, Alberto Vaquina, que recebeu uma radiografia pormenorizada relativa a situação do IGEPE, disse estar satisfeito com o óptimo desempenho do instituto e acima de tudo entusiasmado com as perspectivas de alargamento da carteira de investimento com possíveis na área de imobiliário para responder a actual situação da falta de escritório e habitação.

Vaquina disse, por outro lado, que das várias empresas existentes algumas não suficientemente rentáveis, porém há estudos visando identificar o melhor destino a dar as que não são rentáveis nas mãos do Estado moçambicano.

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