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Faleceu autor do “Pátria Amada”

O etnomusicólogo Salomão Manhiça, autor do Hino Nacional, “Pátria Amada”, faleceu nos princípios da tarde da Quarta-feira, na clínica do Hospital Central de Maputo, vítima de doença prolongada, de que vinha padecendo nos últimos anos.

A morte surge poucos dias depois do reconhecimento que lhe foi concedido pela Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, como autor de letra e música do Hino Nacional, uma decisão que encerra um longo processo de luta junto dos poderes Legislativo e Executivo.

Formado em etnomusicologia pela Universidade de Washington, em Seattle, nos Estados Unidos, Manhiça foi um quadro sénior do Governo e do partido no poder, tendo o seu cargo mais alto no Governo sido de Vice-Ministro da Cultura, Juventude e Desporto de 1994 a 1997.

De 1998 até a sua morte dirigia o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação de Moçambique (INTIC), tendo de 2003 a 2009 exercido o cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM).

Manhiça foi um grande apaixonado das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), cuja introdução e disseminação em Moçambique muito contribuiu, desde o seu regresso dos Estados Unidos, onde lhe despertaram interesse, quando seguia o curso de etnomusicologia.

O seu dinamismo nas TICs contribuiu para elevar o nome de Moçambique no contexto da Sociedade de Informação, tendo-lhe valido a indicação para vários papéis em organizações internacionais, com destaque o de Membro do Painel Alto Nível de Conselheiros, UN Global Alliance for Information and Comnication Tecnologias e Development (GAID) e de Membro do African Technical Advisory Committee (ATAC) da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA).

O finado deixa viúva e três filhos maiores. Entretanto, em comunicado de imprensa, a Comissão Política da Frelimo lamenta a morte de Manhiça, Combatente da Luta de Libertação de Nacional, e apresenta as mais sentidas condolências à família enlutada.

O comunicado foi emitido por ocasião da V sessão extraordinária deste órgão, realizada Quarta-feira em Maputo.

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