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Chinês protegido pela Justiça aterroriza empresários em Cabo Delgado

O cidadão chinês de nome Liu Chao Ying é acusado pelos seus comparsas chineses de estar a criar desmandos no seio deles, com a protecção das autoridades judiciais (Ministério Público) e, policiais (Polícia de Investigação Criminal).

Segundo apurou o jornal O Nacalense, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, o referido cidadão é detentor de dois documentos de identificação com nomes distintos, respectivamente Liu ChaoYing e Liu Chen Hua.

O dono desses dois nomes não tem estado a honrar com os seus compromissos comerciais e, vezes sem conta, ameaça os seus parceiros, até quando necessário manda detê-los para que não pague as suas dívidas. Ele é proprietário da MOFID ( Mozambique First International Development Ltd).

O caso mais recente que concorreu para que a loiça se quebra deu-se quando Liu Chao Ying, Liu Chen Hua, mandou deter um parceiro seu, há mais de cinco anos, Yu Gufta. As fontes do o Nacalense avançaram que a ordem da detenção deste cidadão foi do Procurador afecto a PIC em Pemba, Adolfo Rimela, baseando-se numa investigação chancelada pelo director daquela instância policial, Eugénio Balane.

Entrevistado pelo jornal O Nacalense, Yu Gufta, avançou que as relações comerciais com Liu Chao Ying, Liu Chen Hua, circunscreviam-se no aluguer de meios de transporte deste, numa empresa societária com a sua esposa e cunhado, que ter-se-á renunciado unilateralmente pelo dono da MOFID.

A renúncia do contrato foi em Outubro último e, aconteceu sem o pagamento devido aos proprietários dos meios circulantes, avaliado em pouco mais de cinco milhões de meticais. Procurando escapar-se do seu dever, o proprietário da MOFID, alegou que os seus parceiros teriam furtado a sua madeira no distrito de Montepuez, tendo, com efeito, intentado um processo judicial, o qual não prosseguiu porque as autoridades competentes não encontraram alguma prova que justificasse a condenação dos acusados.

Não tendo logrado os seus intentos, Liu Chen Hua, Liu ChaoYing, intentou um novo processo, alegando que Yu Gufta o teria ameaçado de morte, facto que veio a culminar com a detenção, última Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011 e durante doi dias nas celas da PRM em Pemba.

A detenção, segundo O Nacalense, foi através de um esquema entre o director da PIC e o Procurador Adolfo Rimela, mas por ordens do Juiz, o cidadão em causa lhe seria retribuída a liberdade por não se encontrar motivos para tal decisão.

Ainda em Pemba, O nacalense tentou, sem sucesso, ouvir o director da PIC, Eugénio Balane e, muito menos o Procurador Adolfo Rimela, por ambos encontrarem-se indisponíveis.

Refira-se, porém, que as relações entre Moçambique e a República Popular da China têm sido muito melhores nos últimos anos, dai que os lesados, mostram-se indignados com atitude dos agentes envolvidos neste caso, dai que questionam o porque deste tipo de comportamento do Procurador Adolfo Rimela e do director da PIC em Pemba.

O homem que detêm dois nomes e proprietário da MOFID negou de tecer algum comentário ao jornal porque, alegadamente, não fala português.

Entretanto, a dívida de aproximadamente seis milhões de meticais foi confirmada pela sua gerente, cuja identidade não foi apurada.

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