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China comunista celebra 60 anos com exibição do poderio militar

A China celebrou seus êxitos e exaltou sua força quinta-feira, no aniversário de 60 anos do regime comunista, em um festejo marcado por um desfile militar no mais puro estilo socialista em pleno centro de Pequim. Pelo menos 200.000 pessoas participaram na cerimônia na manhã de quinta-feira.

Um espetáculo pirotécnico está previsto para a noite. Milhares de militares desfilaram em formação compacta pela avenida Chang’an (Paz Eterna) em direcção à Praça Tienanmen (Paz Celestial), ao mesmo tempo que os aviões sobrevoavam a cidade. O maior Exército do mundo exibiu – pela primeira vez ao público – os novos armamentos, como os mísseis balísticos intercontinentais capazes, segundo os especialistas, de atingir os Estados Unidos.

Num discurso pronunciado no terraço do Portão da Paz Celestial, mesmo local em que Mao Tse Tung proclamou a fundação da República Popular da China há 60 anos, o presidente chinês Hu Jintao saudou o renascimento da China. “Hoje, uma China socialista, frente à modernização, ao mundo e ao futuro, permanece firmemente de pé no Leste”, afirmou o presidente da República e secretário-geral do Partido Comunista. “O desenvolvimento e o progresso da nova China, há 60 anos, têm provado plenamente que apenas o socialismo pode salvar a China e que somente a reforma e a abertura podem garantir o desenvolvimento da China, do socialismo e do marxismo”, completou.

O regime organiza a cada 10 anos grandes festividades para celebrar sua fundação, mas este ano as celebrações são as maiores já registradas. Em período de crise económica e tensões internas, como os recentes distúrbios violentos em Xinjiang (noroeste) ou os do Tibete ano passado, a China tentou sobretudo demonstrar unidade e força. O desfile, com participação de pelo menos 100.000 pessoas, destacou a renovação de China com vários cenários e carros alegóricos.

À frente estavam pessoas com cartazes gigantes com fotos dos diferentes líderes da história da China comunista, de Mao Tse Tung a Hu Jintao, passando por Deng Xiaoping e Jiang Zemin. Ao mesmo tempo exibiam cartazes com frases como “Viva o pensamento de Mao Tse Tung” ou “Apóie a teoria de Deng Xiaoping”, enquanto na praça 80.000 estudantes carregavam faixas com outras mensagens, como “O socialismo é bom”.

Ídolos esportivos, como os campeões olímpicos Liu Xiang e Li Ning, também estavam presentes, em um carro alegórico dedicado aos Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Apesar do clima de festa na praça, as celebrações acontecem sob um rígido esquema de segurança. O centro de Pequim, cidade de 17 milhões de habitantes, foi fechado à circulação na quarta-feira à noite e apenas os convidados, entre eles os diplomatas, tiveram acesso à Praça da Paz Celestial.

As autoridades convidaram a população a assistir as festividades pelo canal de televisão oficial. A cerimônia, preparada de modo minucioso há meses, também foi marcada por um número crescente de obstáculos para acessar a internet e para o trabalho dos jornalistas estrangeiros. Muitos correspondentes só receberam autorização para assistir a cerimônia a poucas horas do início das celebrações e muitos não conseguiram chegar ao local por terem sido notificados muito tarde.

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