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Cheias: encerrados cinco centros de acomodação em Gaza

Cerca de trinta mil pessoas afectadas pelas cheias, que se encontravam na situação de deslocados na província de Gaza, sul de Moçambique, regressaram às origens, facto que resultou no encerramento de pelo menos cinco centros de acomodação.

Rita Almeida, porta-voz do Conselho Técnico de Gestão das Calamidades, ao anunciar este facto, explicou que os centros de acomodação são encerrados depois de o governos provinciais fazerem um estudo nos locais de residência habitual e concluir que os mesmos são seguros.

Estudos recentes no terreno ditaram o encerramento dos centros de Pafúri, no distrito de Chicualacuala, Aeródromo, distrito de Chibuto, Manjangue e Chilembene no distrito do Chókwè.

“A filosofia subjacente ao processo de reconstrução pós-cheias é de que as pessoas devem se fixar em áreas consideradas segu- ras para que episódios como os de Janeiro último não se repitam”, disse Rita Almeida citada pelo jornal “Noticias”.

Na província de Gaza o universo de vitimas das cheias nos 19 centros de acomodação, criados para o efeito, chegou a atingir cerca de 140 mil pessoas das quais 104 mil em Chihaquelane.

As pessoas que manifestamente não podem regressar às suas zonas de origem, por serem locais considerados de risco, estão a ser encaminhados para as zonas de reassentamento definitivo onde passam a ocupar novos espaços tidos como seguros.

Até ao momento, foram demarcados em todo o país, 3778 talhões dos quais 1770 já foram atribuídos e 762 ocupados pelos reassentados.

Rita Almeida explicou que a limpeza das áreas para a fixação definitiva da população tem constituído, até aqui um dos principais obstáculos porque se trata, na maioria dos casos, de matas onde é preciso desbravar, colocar marcos e abrir arruamentos.

“Tudo está a ser feito no sentido de acelerar o processo porque os centros de acomodação têm que fechar o mais rápido possível. O que acontece é que não podemos encerrar sem dar alternativas às pessoas porque não podem regressar para as zonas de risco”, disse a fonte.

O processo de distribuição de talhões as famílias em novas áreas está a ser acompanhado pela assistência alimentar. Para o efeito, o Programa Mundial de Alimentação já definiu que 158 mil pessoas deverão ser assistidas durante seis meses em Gaza, contra as 214 mil atendidas até ao momento.

Com efeito, a melhoria das condições de habitabilidade nas zonas inundadas e uma vez iniciado o programa de reconstrução, permite que aquela organização inicie uma terceira ronda de assistência destinada a 158 mil pessoas, através de parceiros de cooperação.

A assistência em Gaza, irá durar seis meses que compreendem três do período de emergência e mais três para o período de recuperação pós-desastre.

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