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Chama da Unidade: “fazer do povo uma só família”-Igreja

A Igreja, a nível da província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, considera que com o acender da Chama da Unidade pretende-se fazer do povo uma só família, no respeito das suas diversidades. Segundo disse o Bispo de Pemba, a capital de Cabo Delgado, Dom Ernesto Maguengue, este deve ser um momento em que os moçambicanos promovam a unidade, frisando que “não haverá unidade verdadeira sem igualdade de oportunidades e sem construção de melhores condições de vida”.

O Bispo falava, em oração, no comício popular orientado pelo Presidente Armando Guebuza, no distrito fronteiriço de Nangade, e que marcou o lançamento da terceira edição da Chama de Unidade, acto que coincidiu com o Sete de Abril, dia da Mulher moçambicana. Na verdade, segundo o Bispo de Pemba, nunca haverá unidade sem primeiro eliminarse a fome e as necessidades extremas. Ele renovou a disponibilidade da Igreja Católica em colaborar na construção de um Moçambique próspero: “Um pais economicamente justo e próspero, socialmente igualitário, politicamente democrático, culturalmente plural e ecologicamente sustentável”.

Mesmo reconhecendo que durante os 35 anos da independência nacional muita coisa boa foi feita no pais, Maguengue disse que para que o cada moçambicano se sinta verdadeiramente como tal é necessário dar-lhe terra, educação, emprego e também elevados valores étnicos. Voltando para a Chama da Unidade, o Bispo pediu a Deus para que o acender da tocha seja o símbolo da luz de sabedoria que nunca se apaga, mas que sempre “nos aconchega e ilumina, para que cada um de nos no lugar em que se encontrar possa tomar decisões sabias, prudentes e comprometer-se na construção de um Moçambique para todos e não para poucos”.

Chama da unidade é representação do sacrifício e entrega

Por seu turno, o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), que também teve a ocasião de se dirigir aos milhares de cidadãos que testemunharam o acender da tocha, diz que a chama da unidade é uma eloquente representação do sacrifício, entrega e abnegação dos combatentes da luta de libertação nacional. É dai que a considerada “geração da viragem” apelou, através do Presidente do CNJ, Osvaldo Petersburgo, para que toda a sociedade, com ênfase para a juventude, preserve a historia e os heróis nacionais, binómio estruturante e alicerce indefectível da moçambicanidade.

Sobre o facto de o lançamento da tocha ter coincidido com o dia da mulher moçambicana, a principal responsável pela educação da nação moçambicana, Petersburgo recordou a frase do malogrado Presidente Samora Machel quando dizia que “educar uma mulher é educar uma nação”, defendendo a criação de estímulos para que a rapariga se sita encorajada a ir e a permanecer mais tempo na escola. Esta cerimonia também se destacou pela presença e intervenção de representantes da oposição como foi o caso do Deputado Lutero Simango, do MDM, João Massango, Secretario Geral do partido Ecologista, Magalhães Ibramuji, Secretário-geral do PIMO, Miguel Mabote, Presidente do Partido Trabalhista, André Balate, do Partido da Reconciliação Nacional (PARENA).

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