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Cerca de 600 rinocerontes abatidos só este ano na África do Sul

A caça furtiva na África do Sul está no seu pico histórico e dados oficiais já apontam para o abate, entre Janeiro e Agosto de 2013, de mais de 600 rinocerontes, quase o mesmo índice registado em 2012, não obstante os esforços das autoridades para estancar o fenómeno.

Até agora a África do Sul detém a maior população mundial de rinocerontes, mas o ritmo de abates clandestinos tem estado a pôr em causa este título, tudo por causa da procura do chifre deste animal no mercado internacional.

Para esta Terça-feira está previsto o lançamento de um projecto-piloto de tratamento do chifre de rinoceronte com vista a mitigar a sua procura por caçadores furtivos.

O tratamento consistirá na colocação de um dispositivo no chifre do animal que ao ser cerrado irá explodir causando de imediato morte do animal bem como do caçador furtivo.

A cerimónia terá lugar em KwaNgwanase, mais concretamente no Tembe Elephant Park no norte da província do Kwazulu Natal e contará com a participação de autoridades governamentais sul-africanas e de Moçambique.

Refira-se que mais de metade dos cerca de 600 rinocerontes abatidos clandestinamente, trezentos e oitenta e um foram mortos no Kruger National Park (KNP) que faz fronteira com Mocambique. Cento e noventa e um suspeitos foram detidos, vinte e quatro dos quais nas últimas duas semanas.

De acordo com a CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas), caçadores furtivos estão fortemente armados na sua determinação de matar o rinoceronte. Diz que usam, geralmente, metralhadores de assalto de guerra de modelo AK47, para além de fuzis e espingardas calibre 303, entre outras.

O coordenador do Fundo Mundial para o Ambiente, na África do Sul, Jo Shaw, admite que a Ásia, principal mercado do chifre do rinoceronte, constitui a raiz da caça furtiva e apela para que a nível do país se faça o máximo possível para proteger a espécie.

“Gostaria de ver mais prisões na cadeia do comércio que inclui os caçadores furtivos, para desencorajar o abate ilegal do rinoceronte”, apelou Jo Shaw, chamando atenção para o facto de os sindicatos de caça furtiva estarem a tornar-se grupos criminosos organizados que operam através das fronteiras nacionais.

O Kruger National Park, principal campo de batalha dos caçadores furtivos na África do Sul, cobre uma extensa área de 19.633 Km2, o que torna difícil as actividades de prevenção da caça ilegal.

O parque está à busca de fundos para comprar quatro aviões adicionais para realizar actividades anti-caça furtiva. Praticamente o rinoceronte foi já extinto do lado de Moçambique do Grande Parque Transfronteiriço do Limpopo por caçadores furtivos que têm agora as suas atenções viradas para a vizinha África do Sul.

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