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Cerca de 10 toneladas de minerais em hasta pública

As autoridades moçambicanas anunciaram Quarta-feira, em Maputo, a venda, em hasta pública, de cerca de dez toneladas de minerais diversos apreendidos nos últimos anos, em diferentes províncias do país. Os minerais serão comercializados ainda este mês na cidade capital do pais, num acto de venda que acontece pela primeira vez na história de Moçambique e será dirigido pelo Fundo de Fomento Mineiro (FFM), instituição subordinada ao Ministério dos Recursos Minerais (MIREM).

O director executivo do FFM, Abduremane Machon, disse que os minerais incluem rubis, turmalinas, granadas quartzo róseo, esmeraldas e água-marinha, e serão vendidos em lotes. O primeiro lote será constituído por espécies de rubis, nomeadamente gemas, semigemas, cabuchão e corundo, totalizando mais de 8,7 toneladas. O segundo integra turmalinas gema e turmalina diversa com 498,4 quilogramas; e o terceiro corresponde granadas (rodolite, espartite e hessonite) com 359,2 quilogramas.

Igualmente, existem o quarto lote (com quartzo róseo, com 232,50 quilos), quinto (com a esmeralda, com 321,8 quilogramas), bem como o sexto e último lote (com água-marinha e berilo com 66 quilos). “Nestes últimos anos, foram apreendidos muitos minerais em diferentes províncias, com destaque para as regiões norte e centro, onde a actividade de exploração mineira é intensa”, disse Machon, citado pelo “Notícias”. Para garantir transparência no processo de venda, o FFM criou uma comissão especial responsável por esta actividade. De acordo com as explicações avançadas, pessoas ou instituições interessadas poderão apresentar as suas propostas em carta fechada, sendo que a abertura dos processos está prevista para o dia 29 de Julho. Nos últimos anos, a exploração mineira em Moçambique tem vindo a atrair operadores de diversos pontos do mundo, com destaque para garimpeiros, muitos deles ilegais provenientes da região dos Grandes Lagos.

Esta exploração ilegal tem provocado enormes prejuízos a economia e ao Estado moçambicano na medida em que, muitas vezes, esses minerais são exportados à revelia das autoridades. Machon indicou que a venda destes minerais, apreendidos pela Polícia, Alfândegas e fiscais do FFM, não aconteceu antes porque não havia quantidades suficientes para esse efeito. “O negócio de minerais é muito específico e normalmente o comprador é uma e única pessoa ou uma única instituição”, disse.

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