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“Caso MBS”: MDM pede intervenção urgente do Governo

A Bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) no parlamento (AR) pediu hoje a intervenção ‘urgente’ do Governo para averiguar a veracidade ou não das acusações dos Estados Unidos (EUA) contra o empresário moçambicano, Mohamed Bachir Suleman. “Como partido e bancada consideramos ser responsabilidade do Governo accionar mecanismos necessários para se averiguar, urgentemente, se esta acusação tem ou não a ver com a verdade”, disse esta quinta-feira o Chefe da Bancada do MDM, na AR, Lutero Simango.

Em conferência de imprensa, Simango indicou que, para tal, o Governo moçambicano pode muito bem recorrer a mecanismos nacionais e mesmo internacionais. A nível internacional, Moçambique é subscritor de várias convenções sobre esta matéria, e, a nível interno, existe uma lei que lida com o branqueamento de capitais. “Este nosso apelo surge porque há toda a necessidade de se repor o bom-nome até do próprio Estado moçambicano. Da mesma maneira como o Bachir disse ser inocente, o Governo também deve aparecer a reagir”, sublinhou Simango, falando na companhia do Secretario Geral do MDM, Ismael Mussa.

De acordo com a fonte, “este é um assunto que não pode ser ignorado porque é preciso salvaguardar o bomnome dos moçambicanos”. “Se o Governo não fazer nada, vamos a uma situação difícil da nossa economia. Para além de que o silêncio pode significar cumplicidade em relação a uma situação grave”, frisou a fonte. Segundo Simango, a acusação é feita dentro do quadro legal americano, daí a necessidade de Moçambique agir internamente. “E se for verdade, aí os tribunais terão campo de agir mas, se não for verdade, os dois estados encontrarão formas de acabar com o assunto”, explicou o Chefe da bancada parlamentar do MDM.

Ele sublinhou que “o que est’a em causa não é só o cidadão Mohamed Bachir Suleman, mas sim todo o povo moçambicano, para alem das consequências negativas para a própria economia”. Terça-feira última, o Governo norte-americano acusou o Presidente do Grupo MBS, Bachir Suleman, de liderar uma rede de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Moçambique.

Quarta-feira o empresário em questão prometeu, em conferência de imprensa, recorrer até as últimas circunstâncias para ver o seu “bom nome” e honra repostos depois das acusações já que, segundo Ele, são falsas e não passam de mera difamação, garantindo que nunca se envolveu em actividades ilícitas. Bachir disse que a sua actividade empresarial é transparente, daí que está disposto a colaborar com as entidades de investigação nacionais e internacionais no esclarecimento do caso.

Os EUA declararam Bachir “barão de droga” nos termos da ‘Lei Kingpin’, de 1999, que dá luz verde ao Governo norte-americano para impor sanções económicas e financeiras contra traficantes de droga estrangeiros. As sanções impostas a Bachir implicam automaticamente o congelamento dos seus bens em território norte-americano e proíbem as entidades norte-americanas de realizarem transacções financeiras ou comerciais com as empresas do empresário.

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