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Caso Diana: Tribunal apresenta leitura das alegações finais

Aldina dos Santos, mais conhecida por Diana, comparece no tribunal de Pretória, capital política da África do Sul, para a leitura das alegações finais do suposto tráfico e exploração sexual de três menores.

Diana é acusada de 65 crimes e ao fim de três anos de investigação e de julgamento, o tribunal que julga o caso concede espaço para que cada um dos intervenientes processuais possa apresentar os seus argumentos, com vista a enriquecer a sentença do caso.

O Ministério Público sul-africano e o advogado de defesa serão os primeiros a intervir, antes de o tribunal tecer as considerações finais, segundo a edição da terça-feira do matutino “Notícias”.

O ministério apresentará todos os elementos de prova reunidos nas sessões de julgamento capazes de convencer o tribunal da necessidade de condenar a ré a uma pena pesada pela prática dos 65 crimes, com destaque para o tráfico, cárcere privado para exploração sexual.

A jovem moçambicana é acusada de traficar suas compatriotas para actos de exploração sexual no seu bordel, na zona de “Moreleta Park”, arredores em Pretória.

Sabe-se que as jovens mantidas em regime de cárcere privado eram obrigadas a manter diariamente uma média de 10 relações sexuais com homens.

Os acontecimentos hediondos tiveram lugar de 6 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 2008, altura em que o jurista moçambicano, Inácio Mussanhane, tratou de denunciar o caso e acabar com o sofrimento das vítimas que aceitaram, a convite da ré, ir para a África do Sul na esperança de melhorar a sua vida.

Diana, que incorre em uma pena mínima de 15 anos, havia prometido bom emprego e continuação dos estudos numa das melhores escolas de Pretória.

Por sua vez, a defesa, contrariada com o facto de a ré admitir no seu último interrogatório ter traficado e explorado as menores, tem a dura missão de convencer o tribunal a não aplicar uma pena pesada por ela ter confessado tudo.

Para o efeito, o advogado de Diana poderá argumentar o facto de a ré, durante os três anos em que se encontra detida, se ter comportado a contento na principal cadeia da África do Sul, onde está encarcerada. Não há relatos de indisciplina cometidos pela acusada.

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