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Carnaval no Brasil: Tijuca surpreende e bateria da Portela entusiasma no Rio

Carnaval no Brasil:  Tijuca surpreende e bateria da Portela entusiasma no Rio

O Carnaval do Brasil é a maior festa popular do país. A festa acontece durante quatro dias (que precedem a quarta–feira de cinzas). Festejado em todo o país a meca do Carnaval brasileiro é na cidade maravilhosa, Rio de Janeiro. Na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio as escolas de samba, com longos anos de tradição, mostraram porque o Carnaval do Rio é mundialmente famoso.

Os destaques ficaram para a Unidos da Tijuca, que respondeu a toda expectativa criada em volta da campeã de 2010, para a Imperatriz Leopoldinense, que perdeu o excesso mas não a beleza, e para a bateria da Portela, que após ser atingida pelo incêndio na Cidade do Samba há um mês, entrou apática na Marquês de Sapucaí.

De volta do Grupo de Acesso, São Clemente acabou perdendo a originalidade ao tentar fazer um desfile de escola grande. Repleto de cartões-postais, a agremiação homenageou o Rio e fez uma apresentação sem grandes contratempos.

O carro abre-alas, que representava o Pão de Açúcar – símbolo da escola -, teve um problema e deixou um buraco na passarela. O público não se empolgou com a apresentação.

Com destaque para a rainha de bateria, Luiza Brunet, a Imperatriz Leopoldinense entrou sem grandes luxos: cortou pedras, penas e plumas.

Mas ganhou leveza, graça e beleza: com um tema sobre medicina, carregado de doenças, conseguiu falar de epidemias, gripes e outras doenças com descontração. A bateria tentou inovar com berimbaus entre os instrumentos, mas o som foi abafado pelo som dos tamborins, repiques e surdos.

O público esperou dos integrantes da Portela a garra da superação, após os estragos que a escola teve com o incêndio na Cidade do Samba, mas ficou decepcionado com a apatia.

A famosa Velha Guarda foi ofuscada pela presença do jogador Ronaldinho Gaúcho. A bateria comandada pelo mestre Nilo Sérgio, no entanto, animou a Sapucaí e devolveu todo o entusiasmo da arquibancada.

Já a Unidos do Tijuca trouxe um enredo inusitado e ouviu gritos de “bicampeã” já com a passagem da comissão de frente – um grupo de zumbis que perdia a cabeça e as penas em diferentes momentos. A criatividade do carnavalesco Paulo Barros não parou aí: com o tema sobre o medo no cinema, trouxe momentos marcantes e assustadores do cinema para a passarela do samba.

Vila Isabel fez um desfile de estrelas para falar de cabelos. Com Sabrina Sato à frente da bateria, a escola levou para a Sapucaí as beldades Gisele Bündchen, Quitéria Chagas, Tathiana Pagung, Bárbara Borges e Júlia Almeida.

Para falar de tanto cabelo no enredo patrocinado por uma marca de champô, não faltaram perucas ou montagens nas cabeças dos 3.800 integrantes.

Por último, a Estação Primeira de Mangueira fechou os desfiles com toda a expectativa criada pela sua tradicionalidade.

Com o avançado da hora e a chuva que voltou a cair na cidade, o público esperava pela animação do samba. Ouviu o carnavalesco Ivo Meireles falar e o ator Milton Gonçalves fazer um discurso sobre o homenageado no enredo, Nelson Cavaquinho. Os integrantes da escola, porém, levantaram o público com o amor e orgulho pela agremiação: batiam no peito e gritavam com animação “Sou Mangueira”, acompanhados pela arquibancada.

 

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