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Cape Town respira jazz e vida

Nesta história sobre a cidade-mãe de um dos mais conceituados – se não o mais célebre – festival internacional de Jazz que corre na África do Sul, Maputo e Joanesburgo são aludidas única e exclusivamente por terem sido, para nós, os pontos de partida para se chegar ao local de onde escrevemos este texto.

Cape Town respira Jazz e saúde. Foi esta a mensagem que emitimos, às 15 horas do dia 27 de Março, instantes depois de chegarmos, reagindo a uma felicitação que nos foi endereçada, por um amigo, através da rede social facebook, que comentava a nossa participação, neste evento, não obstante o facto de o mesmo existir há 15 anos.

De longe conhecemos as músicas de Erykah Badu, Mi Casa, Frank Paco, Jaco Maria, com as quais vibramos. E já estivemos em concertos protagonizados por Kirk Whallum e Jimmy Dludlu, em Maputo. Mas, no seu ‘line up’, o 15º Cape Town International Jazz Festival possui muitos artistas que – a avaliar pelo seu percurso – possuem qualidade invejável. No entanto, curiosamente, algumas vozes mais experientes – e, por conseguinte, fundamentais para a crítica, afirmam que o evento está a declinar. Não conseguiu trazer novos artistas, novas propostas sem bem que, grosso modo, até, faltou, dentre os que irão actuar, uma jazzman com as qualidades que o assemelham a uma possível figura de cartaz para a edição deste ano.

Estas são as palavras da crítica moçambicana, a quem não faltam argumentos: Por exemplo, o célebre guitarrista moçambicano irá participar pela terceira vez consecutiva – o que não é comum nesta celebração do Jazz. De todos os modos, os mesmos fazedores de opinião congratulam-se com o facto de se ter em Frank Paco e Jaco Maria dois dos três artistas que, neste 2014, irão içar a bandeira de Moçambique entre muitos provenientes de outras parcelas do mundo que aqui se encontram.

Com ou sem os elementos depreciados pela crítica moçambicana, em relação ao festival, a verdade é que – como já dito – Cape Town respira Jazz e vida. Talvez a definição correcta deste género musical é a própria indefinição, porque, esta urbe – na sua estrutura geofísica rica em termos de rochas, vegetação e uma temperatura baixa – é/está, naturalmente, impregnada de Jazz.

Testando, à base da experiência que estamos a ter, testar o ‘valor-verdade’ do que se nos chega a Moçambique sobre a nação da Mandela, constatamos que África do Sul não é mentira. Este país já nos chegou, bastas vezes, a Moçambique através da Imprensa e das suas artes. As suas paisagens – tal como o Jazz – nunca nos expeliram nenhuma inverdade. São a própria verdade. O Jazz é a verdade. E como os 14 anos que passaram, nos provam, o Cape Town International Jazz Festival irá acontecer aqui. E saímos de Maputo, passámos de Joanesburgo de onde suportámos duas demoradas horas de voo – porque esta cidade é distante – para testemunhar esse acontecimento.

O primeiro concerto ocorre nesta sexta-feira, 28 de Março, a partir das 18 horas, o mesmo tempo em que o evento se replicará no dia seguinte até ao raiar do sol do dia 30.

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