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Camponeses montam barricada na empresa Rio Tinto em Benga

Vinte e cinco famílias camponesas decidiram, Quinta-feira (28), montar uma barricada, impedindo os trabalhadores da Rio Tinto de exercerem as suas actividades na localidade de Benga, distrito de Moatize, província de Tete, exigindo celeridade no pagamento das suas indemnizações, na sequência da ocupação das suas machambas para a extracção do carvão mineral.

Segundo o jornal Diário de Moçambique, este é o segundo grupo de manifestantes, na sequência da implantação das empresas mineiras em Moatize, que obrigou o reassentamento das famílias que viviam nas áreas abrangidas pela extracção daquele minério.

No ano passado, as manifestações envolveram as pessoas reassentadas na região de Cateme, após terem sido tiradas da zona concessionada à Vale Moçambique.

Exigiam, entre outras coisas, o melhoramento das condições das suas habitações e pagamento de comida. Alguns manifestantes da Quinta-feira disseram que foram à porta da Rio Tinto para fazer a cobrança das suas indemnizações, devido à demora que o processo está a conhecer.

Acrescentaram que viram que os seus vizinhos reassentados por esta empresa foram pagos, mas a sua vez nunca mais chega.

O administrador de Moatize, Manuel Guimarães, explicou à nossa Reportagem que, quando o Governo se apercebeu da situação, interveio logo, o que permitiu que os manifestantes desistissem da sua intenção, obviamente após uma garantia de que na próxima quinta-feira as 25 famílias camponeses receberão as suas indemnizações.

Segundo Guimarães, o processo de pagamento das indemnizações prosseguirá, de modo a que cubra as outras cerca de 50 famílias que ainda estão a ser cadastradas, de acordo com o levantamento feito nesse sentido. As outras cem já beneficiaram do seu direito, daí que estejam fora dos que pressionam a Rio Tinto.

“Fizeram barricadas sem o nosso conhecimento. Por isso, dizemos que foi uma surpresa. Mas depois de um encontro com os manifestantes, eles viram que, de facto, agiram mal, pois deveriam contactar as autoridades governamentais para saber a quantas andava o processo das indemnizações, que nós achamos que está a decorrer nos conformes, na medida em que as pessoas abrangidas estão a receber o que têm direito” — explicou o administrador de Moatize.

“Apelamos para não à violência, pois se deve privilegiar o diálogo para encontrar a solução dos nossos problemas” — disse o administrador de Moatize, quando foi contactado pelo “Diário de Moçambique”, a propósito da situação vivida, Quinta-feira, na empresa Rio Tinto, que há dias iniciou a exportação do carvão mineral, um mês após ter sido inaugurada a mina de Benga.

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