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Camponeses colocam vida em risco para salvar culturas

As famílias sitiadas no vale do Zambeze, centro de Moçambique, recusam-se a abandonar as áreas inundadas, onde preferem permanecer para afugentar os macacos que estão a destruir as suas culturas, sobretudo o milho em fase de maturação.

Segundo estimativas preliminares, 20 mil é o número de pessoas afectadas pelas chuvas que caíram durante a primeira e início da segunda época chuvosa na região centro do país, mas também em consequência da pluviosidade nos países a montante, atravessados por aquela bacia hidrográfica.

As famílias, mesmo reconhecendo o risco de vida que correm, afirmam que quando as águas atingirem as suas casas vão recorrer aos “morros de muchém”, para a sua salvação. As canoas são apontadas como outro meio em caso de situação extrema no Zambeze.

Os distritos abrangidos pela hipótese de risco são Chinde, Mopeia, Morrumbala (Zambézia); Mutarara (Tete); Tambara (Manica); Chemba, Caia e Marromeu (Sofala).

Na ilha de Catember, distrito de Mopeia, regulado de Chamanga existe um grande número de famílias que se recusam a abandonar o local para as zonas de reassentamento.

“Eu não saio daqui porque estou a afugentar os macacos que estão a destruir as minhas culturas, especialmente o milho”, disse Manuel Wacha, apontando que a produção agrícola é o garante da sua vida e do resto das famílias, uma vez que não há emprego para todos.

Luís Jorge, outro residente entrevistado pelo “Diário de Moçambique”, disse que apesar de possuir um terreno no bairro de reassentamento, mas desistiu de morar lá pelas razões levantadas por Wacha, proteger as culturas dos macacos.

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