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Campanha “desnivelada” em Pemba

A Frelimo ao nível da cidade de Pemba voltou na quinta-feira a desdobrar-se pelos bairros da urbe para convencer os potenciais eleitores a votarem neste partido e no seu candidato nas próximas eleições gerais e provinciais de 28 de Outubro próximo.

O centro das atenções, desta feita, foi o bairro de Ingonane, onde várias brigadas constituídas por uma dezena de membros cada foram batendo portas dos moradores daquele bairro para pedir o voto para o partido e para o seu candidato, Armando Guebuza, considerando ser a única forma de assegurar que o país continue na rota de desenvolvimento. A AIM testemunhou alguns momentos desta actividade, tendo constatado que, na maioria dos casos, os moradores iam recebendo as brigadas com algum entusiasmo.

Famílias há que chegaram mesmo a garantir aos brigadistas para que não se preocupassem, pois o voto para a Frelimo e Guebuza estava assegurado. “Não há problema. Vamos votar naqueles que conhecemos. Os outros que esperem ou se preparem para os próximos momentos”, disse um cidadão contactado numa das ruas do bairro. Mas para alem do bairro de Ingonane, a Frelimo nesta urbe voltou a realizar desfiles e actividades de carácter cultural e recreativo nos 11 bairros.

Enquanto isso, o cenário que se vive nesta cidade é de relativa monotonia, pois apenas a Frelimo e um pouco a Renamo, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e o Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento têm sido vistos a realizar a sua campanha, mas com destaque para o partido no poder. O sentimento que fica é que existe um grande desnível em termos de capacidade de mobilização do eleitorado (afluência aos desfiles e reuniões populares), bem como de meios e material propagandístico entre os partidos que têm saído a rua. Quanto as outras forças políticas, de menor expressão na arena politica nacional, aceites para concorrer no círculo eleitoral de Cabo Delgado, pouco se sabe.

Tal é o caso do PLD, ADAC, PARENA e PVM. Algumas destas forças refugiam-se no slogan “campanha porta-a-porta”, mas ninguém os vê, nem nas ruas e pouco menos nas residências dos potenciais eleitores, numa altura em que se está na terceira semana da campanha. Mesmo as outras forças políticas que vem fazendo campanha, para além da Frelimo, as suas caravanas são constituídas por poucas dezenas de membros e simpatizantes.

Alias, na manha de quinta-feira, a AIM acompanhou a marcha da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, pelas artérias da cidade, sendo que o número das pessoas que a integravam não ultrapassavam a uma centena. Outro facto curioso é que, com excepção do partido no poder, as outras forças políticas têm, na maioria dos casos, feito a sua campanha apenas no período da manha. Mas, no cômputo geral, todos os partidos envolvidos na campanha eleitoral aqui em Pemba são da opinião de que a mesma decorre sem sobressaltos, não obstante alguns incidentes isolados.

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