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Calor compromete vacinação

O calor intenso, que se faz sentir nos últimos dias na cidade de Nampula, está a influenciar negativamente nos resultados esperados pelas entidades sanitárias provinciais em relação à terceira campanha nacional de suplementação da vitamina A e de desparatização com mebendazol de crianças dos zero aos cinco anos de idade, um processo iniciado esta segunda-feira.

A nossa reportagem apurou que a escassa divulgação do processo em referência por parte das entidades sanitárias provinciais junto das comunidades é outro factor que pode estar a concorrer para a fraca afluência das mães acompanhando seus filhos aos postos de vacinação que funcionam em todos os bairros residenciais.

Alguns munícipes que falaram à nossa reportagem, que escalou os centros de saúde de Namicopo localizado no bairro do mesmo nome e Primeiro de Maio que serve moradores da zona de cimento de Nampula e dos bairros de Namutequeliua e Carrupeia, disseram que o calor intenso que se faz sentir nos últimos dias desencoraja qualquer movimentação, sobretudo no período da manha.

Acrescentaram que a escassez de água é uma realidade nos aludidos bairros e logo pela manhã a preocupação tem sido a procura daquele precioso líquido cujo consumo subiu significativamente devido à sede provocada pelas altas temperaturas.

Outros apontaram a fraca divulgação do processo de suplementação de vitamina A, que não só abrange crianças como também mulheres grávidas e adolescentes que estão sujeitos com esta oportunidade proporcionada pelas entidades sanitárias locais de fazer a desparatização com mebendazol e a vacinação contra o tétano.

Comecei a acompanhar algo relacionado com a terceira campanha nacional de vacinação através da antena da rádio oficial e a primeira impressão que tive foi de que o processo abrangia somente a capital do país.

Acho que a saúde deve-se desdobrar para os bairros periféricos para fazer a divulgação e sensibilização das comunidades, que, também julgo, devem estar, neste momento, nas suas machambas a preparar a campanha agrícola – disse Alfredo Razão, que exerce a função de vigilante nocturno.

Anabela Almeida, directora do Centro de Saúde Primeiro de Maio na cidade de Nampula, lançou um apelo às mulheres, em particular, e à comunidade, em geral, no sentido de não deixar as coisas para o último dia e, portanto, devem afluir às unidades sanitárias para vacinar e desparasitar as suas crianças.

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