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Calma regressa ao Congo após confrontos entre Polícia e oposição

A calma regressou a Brazzaville e Ponta-Negra (sul) após confrontos ocorridos terça-feira última nestas duas cidades congolesas entre a Polícia e apoiantes da oposição radical oposta ao referendo constitucional de 25 de Outubro corrente no Congo.

Segundo a agência de notícias PANA, em Brazzaville, a cidade capital, e Ponta-Negra, segunda cidade do país, os confrontos fizeram quatro mortos e 10 feridos, dos quais três graves.

A Polícia esteve a braços com e apoiantes da oposição radical agrupada no seio da Frente Republicana para o Respeito pela Ordem Constitucional e Alternância Democrática (FROCAD) e da Iniciativa para a Democracia no Congo (IDC), duas plataformas opostas ao referendo constitucional acima referenciado.

Na última quinta-feira, nos bairros de Mkélékélé, Bacongo e Mfilou, no sul da capital congolesa, estabelecimentos comerciais estavam fechados, mas a circulação retomou timidamente, por um lado, e, por outro, a psicose é tal que escolas e algumas empresas públicas e privadas funcionam com dificuldade. Vários casos de vandalismo de bens imobiliários públicos e privados foram registados, nomeadamente duas esquadras de Polícia incendiadas, várias lojas saqueadas bem como a casa do ministro do Comércio e Abastecimento destruída.

Face a este cenário, o ministro congolês do Interior, Raymond Zéphirin Mboulou, condenou estes actos de violência e de vandalismo, instando os seus compatriotas a pararem com isto.

A tensão subiu a 20 de Outubro corrente, muito cedo de manhã, nos bairros do sul de Brazzaville, após a proibição pelas autoridades congolesas duma mobilização da oposição chamada de “radical” no início da tarde.

A oposição radical suspeita o Presidente congolês, Denis Sassou Nguesso, eleito em 2002 e reeleito em 2009, de querer disputar um terceiro mandato nas eleições presidenciais de Julho de 2016. A Constituição actual fixou em dois o número de mandatos na magistratura suprema e 70 anos a idade limite para ser candidato à presidência da República, mas Denis Sassou Nguesso fará 72 anos este ano.

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