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Caçadores furtivos tanzanianos abatem 52 elefantes

De Janeiro a esta parte, pelo menos 52 elefantes foram abatidos na Reserva do Niassa, localizada no distrito de Mecula, província do Niassa, por caçadores furtivos oriundos da vizinha Tanzania.

Segundo apurou o “Diário de Moçambique” na recente visita do governador da província, David Malizane, àquele distrito, com este número, totaliza 132 o número de elefantes abatidos por caçadores furtivos naquela reserva em menos de dois anos, tendo em conta que durante o ano passado foram abatidos 72 animais.

Os caçadores furtivos, ainda de acordo com informações apuradas pela Reportagem do jornal Diário de Moçambique, depois de abaterem os animais, retiram os troféus, deixando os elefantes mortos a apodrecerem na selva. Os residentes locais disseram que várias são as vezes que encontram carcaças de elefantes em plena mata. Essa informação foi tornada pública num comício popular orientado pelo governador David Malizane na localidade de Matondovela.

A ocorrência da caça furtiva na reserva do Niassa é justificada pela incapacidade da Força de Guarda Fronteiras de controlar a fronteira entre o nosso país e a Tanzania, por um lado e, por outro, pela insuficiência de fiscais na Reserva do Niassa.

O jornal Diário de Moçambique apurou ainda que os caçadores ilegais, na sua maioria tanzanianos, têm também abatido várias espécies de árvores para a exploração da madeira. Como forma de minimizar o problema de exploração ilegal de recursos minerais e faunísticos na Reserva do Niassa, foram realizadas mais de três mil operações conjuntas entre a Polícia da República de Moçambique e fiscais da Reserva, as quais culminaram com a captura de oito armas de fogo e 170 munições, segundo Cornélio Miguel, administrador da Reserva do Niassa.

Por seu turno, o governador Malizane apelou à população no sentido de participar activamente no processo de conservação dos recursos que a natureza oferece, denunciando os que ilegalmente praticam acções que contribuem para a degradação da nossa floresta e fauna bravia, bem como dos recursos minerais. “Uns roubam a madeira, outros retiram pedras semi-preciosas. Não devemos permitir que estes traficantes continuem a delapidar as nossas riquezas”, disse. No entanto, o governador do Niassa defendeu a necessidade de abater animais problemáticos, que criam pânico nas comunidades.

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