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Cabo Delgado: minérios movimentam estrangeiros ilegais para Meluco

A ocorrência de pedras preciosas e semipreciosas no distrito de Meluco, zona centro da província de Cabo Delgado, norte do país, está a estimular a frequente movimentação de estrangeiros ilegais interessados na compra de minérios e outros produtos com valor comercial.

Na localidade de Minhanha, onde ocorrem turmalinas, nota-se o fluxo de garimpeiros nacionais e de estrangeiros ilegais (entre somalis e tanzanianos) interessados na extracção e ou na compra desses recursos minerais.

O administrador de Meluco, José Kalime, citado pelo Jornal “Diário de Moçambique”, disse existirem três locais onde se faz a extracção de minerais na localidade de Minhanha, e, para repor a ordem, as autoridades desencadearam operações para desencorajar o garimpo ilegal.

Kalime disse ainda que a descoberta por operadores artesanais locais de um ”jazigo” de ouro na localidade de Ravia é igualmente motivo de movimentação de estrangeiros ilegais e de nacionais naquele distrito de Cabo Delgado.

“Até aqui ainda não há prospecção e pesquisa dos minerais que ocorrem em Meluco para se determinar a sua qualidade e quantidade. Tudo é feito por garimpeiros. Nunca apareceu aqui algum operador licenciado para a extracção de minerais”, referiu o administrador José Kalime.

Segundo o administrador, a movimentação de estrangeiros ilegais na região está também ligada ao crescimento do fenómeno de caça furtiva de animais bravios, principalmente elefante, para a extracção dos troféus, com recurso a armas de fogo e outros métodos nocivos à fauna bravia.

Em 2011, segundo José Kalime, foram abatidos alguns elefantes por caçadores furtivos com recurso a armas de fogo e venenos na região de Mitepo. O grupo já foi neutralizado, na sequência de uma denúncia popular.

Para defenderem-se da fiscalização, os caçadores furtivos corromperam elementos da população, usando-os como encobridores ou colaboradores, para dificultar as operações dos fiscais do Parque Nacional das Quirimbas e da Polícia da República de Moçambique (PRM).

As incursões dos caçadores furtivos ocorrem frequentemente no limite com o distrito de Ancuabe, a sul do distrito de Meluco, segundo revelação feita pelo administrador Kalime.

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