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Bypass não provocou danos humanos nem ao ambiente

A reabilitação dos Centros de Tratamento de Fumos (CTF) da fábrica de fundição de alumínio Mozal não provocou nenhum dano humano nem ao meio ambiente, apesar da emissão directa de poluentes para a atmosfera (“bypass”) durante esse trabalho.

Apesar de ter sido autorizada pelo Governo, a operação “bypass”, que decorreu de 17 de Novembro de 2010 a 29 de Março passado, foi contestada por diversas organizações ambientalistas defendendo que a medida teria consequências nefastas para a saúde humana e para o meio ambiente.

Contudo, o Governo e a Mozal sempre defenderam que os níveis de poluição não seriam nefastos nem para a saúde nem para o meio ambiente.

Falando, quarta-feira, na Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, durante a sessão de perguntas colocadas ao Governo pelos deputados, a ministra para a Coordenação da Acção Ambiental, Alcinda Abreu, disse que este processo decorreu sem sobressaltos e “foi bem sucedido”.

“Os resultados adquiridos dos testes efectuados revelaramnos que as médias diárias mínimas e máximas registadas durante os 133 dias estiveram abaixo dos padrões permitidos pelas organizações internacionais”, disse a governante.

Segundo a ministra, a média diária de emissão de fluoretos de hidrogénio foi de 0,42 microgramas por metro cúbico, isso no dia 17 de Março passado, e a máxima foi de 6,9 microgramas por metro cúbico, registada no dia 23 de Janeiro passado.

Esta previsão não superou a previsão do modelo de dispersão da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) de 4 a 15 microgramas por metro cúbico nem o limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 17 microgramas por metro cúbico.

Por outro lado, no tocante as poeiras, a média diária mínima foi de 8 microgramas por metro cúbico, registada no dia 05 de Dezembro de 2010, e a máxima foi de 33,5 microgramas por metro cúbico, registada nos dias quatro e oito de Março passado.

Igualmente, a emissão de poeiras não ultrapassou os limites estabelecidos pela OMS, que indicam o padrão de concentrações diárias de 50 microgramas por metro cúbico.

Segundo, estes resultados de monitoria confirmam que as concentrações no meio ambiente como consequência do “bypass” dos Centros de Tratamento de Fumos foram abaixo dos limites permissíveis e definidos pela OMS e pela União Europeia, bem como pela Sociedade Americana de substâncias tóxicas para as concentrações na atmosfera.

Por outro lado, essas emissões estiveram dentro das previsões de modelo de dispersão elaborado pela UEM, que “foi a base sólida e coerente para a tomada da decisão do Governo em prol do desenvolvimento do país, da protecção da população e do ambiente”, disse a ministra.

Abreu disse também que “não haverá riscos significativos para as comunidades circunvizinhas”, de acordo com o estudo de avaliação de risco para a saúde humana, calculado pelo Conselho para a Investigação Científica e Industrial da Africa do Sul, os dados do modelo de dispersão da UEM e os de monitoria ambiental realizada ao longo do projecto.

Semana passada, a Ministra visitou as instalações da Mozal para se inteirar, in loco, sobre os resultados finais do bypass, uma vez terminado o processo, tendo constatado que o mesmo decorreu sem sobressaltos.

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