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Burla e roubo leva à detenção de jovens no cento e sul de Moçambique

Um cidadão cuja idade não apurámos está detido na província de Tete, acusado de exigir dinheiro a mais de 20 jovens com promessas falsas de emprego na empresa Operadora Estradas do Zambeze. Já na cidade de Maputo, outros quatro indivíduos encontram-se privados de liberdade por alegado roubo baterias de viaturas, assaltos na via pública e furtos a residências.

No que tange ao caso de Tete, o mesmo aconteceu no bairro Chingozi. Segundo as vítimas, para lograr os seus intentos, o burlador fazia-se passar por funcionário daquela empresa e apresentava-se com um uniforme da mesma instituição.

Confrontado com tais acusações, o jovem admitiu a burla, mas negou que tenha assumido falsas qualidades para o efeito.

De acordo com o cidadão, no dia em que tudo começou, ele encontrava-se em casa, onde vive como inquilino. De repente pareceu um jovem que também pretendia arrendar um compartimento. Durante a conversa, o novo arrendatário “perguntou-me onde eu trabalhava e respondi estava desempregado, mas conhecia um sítio onde se admitia pessoal”.

Depois dessa confabulação, o jovem, ora preso, optou por se fazer passar por intermediário entre a empresa que supostamente precisava de gente para trabalhar e os candidatos.

A partir daí, ele começou a recolher documentos dos candidatos e, em contrapartida, exigia uma comissão que variava de 2.500 a 5.000 meticais. O dinheiro variava em função da vaga a que cada indivíduo se propunha concorrer.

Face a esta situação, a Polícia em Tete apela aos cidadãos para que tomem cuidado porque há indivíduos, alguns bem trajados e a rigor, a prometer emprego que não existe, com o intuito de aldrabar pessoas desesperadas devido ao desemprego e colectar dinheiro.

Relativamente aos quatro indivíduos detidos na capital moçambicana, acusados de roubo baterias de viaturas, assaltos na via pública e furtos a residências, os mesmos encontram-se limitados a quatro paredes das celas da 14ª esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Um dos indiciados, cuja identidade foi omitida por presunção de inocência, pois a investigação ainda está em curso, negou a autoria do crime que pesa sobre si e alegou que foi confundido com um ladrão quando corria em direcção ao seu amigo para pedir dinheiro de chapa.

O outro jovem, enclausurado por ter sido surpreendido na posse de seis baterias de carros, alegou que os aparelhos pertencem a um seu comparsa. “Eu não sabia que as baterias tinham sido roubadas, mas queria vender a 1.000 meticais cada”.

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