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Brasil vai abrir linha de crédito no valor de 100 milhões de dólares para a agricultura

O governo brasileiro, através da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), vai abrir uma linha de crédito no valor de 100 milhões de dólares para a aquisição de equipamento para apoiar o sector agrícola em Moçambique no âmbito do Programa Mais Alimentos.

O anúncio foi feito durante o Seminário Brasil-Moçambique, na cidade brasileira de Uberaba, um evento que junta cerca de 300 delegados.

No evento, Mocambique faz-se representar por uma delegação de 80 membros chefiada pelo Primeiro-Ministro, Aires Ali, que na segunda-feira iniciou uma visita de trabalho de três dias ao Brasil.

O Primeiro-Ministro Aires Ali, que co-presidiu a abertura oficial do seminário na segunda-feira, referiu que o apoio do Brasil nesta área surge numa altura crucial para Moçambique que, actualmente, se debate com o problema de produtividade agrícola.

Na ocasião, Aires Ali enalteceu o gesto e pediu aos parceiros para continuarem a apoiar o sector agrícola em Moçambique, através da disponibilização de assistência técnica, material e financeira para que o país possa vencer a luta contra a pobreza.

“Esperamos que o Programa Mais Alimentos resulte no fortalecimento da produção de hortícolas, cujos principais intervenientes são os pequenos produtores. O projecto baseia-se na abordagem da cadeia de produção destinadas ao consumo directo ou processada para a sua colocação no mercado”, disse Aires Ali.

Segundo Aires Ali, Moçambique vive actualmente um momento particular a nível económico com a descoberta de enormes depósitos carvão mineral e gás natural, que atraem muitos investidores e abrem muitas esperanças para o futuro.

Contudo, o Primeiro-Ministro reitera que a agricultura continuará na lista das prioridades do governo moçambicano.

Para que os resultados sejam efectivos, segundo Aires Ali, constitui igualmente prioridade do Governo a formação e capacitação de moçambicanos para que possam inovar na agricultura, agro-processamento e industrialização da economia.

O governante moçambicano explicou que as estatísticas oficiais indicam que os serviços de extensão rural para a assistência aos agricultores cobrem cerca de oito por cento de um universo calculado em 3,8 milhões de camponeses.

Deste número, apenas quatro por cento usam fertilizantes e pesticidas. O acesso ao crédito agrícola ainda é muito baixo beneficiando apenas cerca de três por cento dos camponeses.

Como consequência, a produtividade agrícola varia de 07 a 0,9 toneladas por hectare. Na componente da segurança alimentar, segundo Aires Ali, os resultados indicam que cerca de 38 por cento de agregados familiares sofrem de insegurança alimentar.

Aires Ali também abordou o projecto ProSavana, que está a ser implementado actualmente em Moçambique, e que também tem como parceiros o Brasil e o Japão.

“Encaramos o projecto ProSavana com muito pragmatismo e seriedade, como demonstram os cerca de 13 milhões de dólares que estão a ser aplicados na componente técnica, que inclui visitas de estudo e troca de experiências entre especialistas de Moçambique, Brasil e Japão.

O Programa ProSavana, segundo Aires Ali, é uma réplica da experiência da EMBRAPA no desenvolvimento de savanas brasileiras, implementada através de uma plataforma institucional trilateral entre o Brasil, Moçambique e o Japão com objectivo de desenvolver uma agricultura competitiva e sustentável na região das savanas tropicais de Moçambique, ao longo do Corredor de Nacala.

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