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Agentes dos EUA levaram 20 mulheres ao hotel colombiano

A senadora norte-americana Susan Collins disse, esta Terça-feira, que os agentes do Serviço Secreto e alguns militares dos EUA levaram 20 ou 21 mulheres para um hotel na Colômbia, num incidente ocorrido durante a Cúpula das Américas, semana passada, que está a ser investigado como um caso de má conduta que envolve prostitutas.

Susan recebeu a informação do director do Serviço Secreto, Mark Sullivan, na noite da Segunda-feira. “Há 11 agentes envolvidos. Vinte ou vinte e uma mulheres estrangeiras foram levadas para o hotel, mas supostamente os marines também estavam envolvidos”, disse a senadora republicana, em comentários enviados por e-mail à Reuters por seu porta-voz.

Segunda-feira, o Serviço Secreto informou ter revogado as principais credenciais de segurança dos 11 funcionários, que foram colocados sob licença administrativa por causa do incidente que prejudicou a viagem do presidente Barack Obama à Colômbia.

Apesar do incidente, Obama continua com confiança no director do Serviço Secreto Sullivan, e acredita que ele agiu prontamente com o escândalo na Colômbia, disse a Casa Branca, esta Terça-feira, acrescentando que o caso está a ser investigado.

Os agentes levaram uma série de prostitutas ao hotel na frente do mar em Cartagena, de acordo com uma fonte da polícia local.

Um oficial norte-americano disse à Reuters, Segunda-feira, que mais de 10 militares também podem estar envolvidos. “O director Sullivan está horrorizado com as acções dos agentes e organizou uma vigorosa investigação interna”, afirmou ela.

“Ele determinou que todos os agentes retornassem a Washington imediatamente e todos foram entrevistados.” A senadora é a principal republicana do Comité de Segurança Interna do Senado, que compartilha a jurisdição sobre o Serviço Secreto com o Comité do Judiciário.

Collins disse ter feito várias perguntas a Sullivan, incluindo quem eram as mulheres. “Será que elas poderiam ser membros de grupos hostis aos Estados Unidos? Será que colocaram microfones, desabilitaram armas ou…colocaram em perigo a segurança do presidente do nosso país?”

Ela questionou também se havia evidência de má conduta anterior e, “dado o número de agentes envolvidos, se isso indica um problema com a cultura do Serviço Secreto.”

Sullivan prometeu manté-la informada e Collins disse estar certa de que ele investigará e “tomará uma acção apropriada contra os agentes, caso as acusações provem-se verdadeiras”.

A NBC News disse que dois supervisores do Serviço Secreto e três integrantes da equipe de contra-ataque estão entre os 11 envolvidos na suposta má conduta na Colômbia.

Todos os funcionários do Serviço Secreto receberam cópias da agenda de Obama para a viagem e tiveram ordens para que as colocassem num lugar seguro no quarto do hotel, disse a NBC, citando uma fonte da segurança.

O episódio suscitou a possibilidade de falha na segurança, quando os agentes levaram supostamente prostitutas aos quartos, afirmou a NBC.

Uma fonte do Serviço Secreto disse à Reuters que os agentes envolvidos no escândalo faziam parte da equipe de apoio e não da equipe avançada, então normalmente eles não teriam o itinerário detalhado e a agenda tanto tempo antes da chegada do presidente.

Esses documentos também não seriam deixados no quarto do hotel, mas mantidos num quarto seguro, especial, montado nas viagens do presidente ao exterior, vigiado por fuzileiros navais 24 horas por dia.

“Esse tipo de coisa não é deixada nos quartos”, disse a fonte do Serviço Secreto.

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