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Brasil 0 – Portugal 0, apurados sem brilho

Brasil 0 - Portugal 0

O jogo mais aguardado pelos fãns, na primeira fase do Campeonato do Mundo, foi decepcionante. Os 69.712 adeptos que estiveram no estádio Moses Mabhida, em Durban, assistiram a um jogo de pouca qualidade, baixo nível técnico, poucas jogadas de golo e nenhum brilho das estrelas duas seleções. Não foi um jogo digno deste Mundial ainda por cima protagonizado por um dos mais sérios candidatos ao troféu da FIFA, o Brasil. 

A equipa de Dunga que chegou para o jogo já apurada veio apenas garantir o primeiro lugar do Grupo G: missão cumprida. Ficou claro que esta equipa não tem um banco de suplentes a altura das suas pretenções, Kaka ausente a cumprir castigo, Elano e Robinho lesionado muita falta fizeram ao jogo. O escrete também em coxo no lado esquerdo do seu ataque e como Maicon esteve tapado por Fábio Coentrão a equipa quase não atacou pelas alas.

Portugal que devia ter vindo para ganhar este jogo, perdeu uma oportunidade de desforrar da sua última derrota em Brasília, e contentou-se em não perder para garantir o apuramento, na segunda posição. Carlos Queiroz, que já havia feito mudanças entre a primeira partida – empate contra a Costa do Marfim – e a goleada diante da Coreia do Norte, experimentou uma equipa diferente, com Cristiano Ronaldo como único atacante, ajudado constantemente por Danny, Tiago, Raul Meireles e Duda.

Pepe estreiou-se no Mundial, e foi o líder no jogo de contenção. Com dez jogadores atrás da linha do meio-campo Queiroz fez uma marcação cerrada sobre os jogadores brasileiros mais criativos e quando recuperava a bola, tentava coloca-la rapidamente no ataque e causar problemas para a defesa brasileira. A estratégia não deu resultado, Lúcio cortou todas e apagou Cristiano Ronaldo, mais um vez eleito melhor do Jogo apesar de não ter brihado nem marcado.

Depois da festa inicial dos adeptos, portugueses e brasileiros, no final do jogo deixaram bem claro que não tinham gostado e fizeram uma vaias ainda os jogadores cumprimentavam-se no relvado.

Nos primeiros minutos da partida viu-se um equipe de Portugal a marcar muito em cima, sobretudo pelo lado esquerdo da defesa, e tentar sair em contra-ataque. O Brasil coxo na esquerda atacava justamente pelo flanco melhor protegido por Fábio Coentrão, nem Daniel Alves nem Maicon conseguiram espaços para irem a linha e cruzar.

A primeira jogada de algum perigo foi de Daniel Alves, que ganhou uma bola no meio campo e do meio da rua, armou um tiro que saiu ao lado da baliza de Eduardo. Depois foi a vez de Portugal ameaçar, Fábio Coentrão subiu pela direita passou por Maicon e cruzou para uma palmada de Júlio Cesar. Na recarga Tiago coloca em Ronaldo que remata de primeira à figura de um defesa brasileiro.

Nesta fase o jogo começou a ficar mais duro, com muitas faltas e algumas disputas mais acesar entre os jogadores, o Benito Archundia, àrbitro mexicano, cteve que mostrar algumas cartolinas amarelas para refrear os ânimos.

O Brasil continuava sem criatividade para chegar com perigo a baliza de Eduardo enquanto os lusos com passes longos iam criando algum perigo. Num desses lançamentos longos quase a isolar Ronaldo, Juan intercepta a bola com mão e vê um amarelo. Foi a confusão geral os jogadores e o banco técnico português pediram o vermelho mas acabaram por apanhar um amarelo para se acalmarem, Duda viu o cartão.

Felipe Melo qu distribuiu entradas duras e sofreu um pisão de Pepe, que fez lhe um sinal de “1 a 1”, parecia um duelo de morte.

Depois de um falhanço da defesa portuguesa, num cruzamento fácil na direita a bola sobra para Nilmar, que na cara de Eduardo remata fraco e para defesa de Eduardo, com a bola ainda a beijar o travessão. No contra ataque com Tiago a cair na àrea do Brasil, sem falta disse o àrbitro, que ainda marcou falta atacante e mostrou mais um amarelo ao médio.

No segundo tempo, Portugal continuou a explorar o seu lado esquerdo, onde nos primeiros minutos Cristiano Ronaldo recebeu dois passes livre na ponta. Nos dois lances tentou encontrar alguém na área, mas foi impedido por um carrinho providencial de Lúcio, no primeiro, e por uma cabeçada acrobática de Juan no segundo.

Os lusos mostravam que estavam mais dispostos a atacar e reforçaram essa estratégia ao trocarem Duda pelo atacante Simão logo aos dez minutos. Ronaldo ganha na dividida com quatro brasileiros coloca em Meireles que obriga Júlio Cesar a aplicar-se, dando uma palmada para canto. Depois de ter estado relativamente calmo o mau génio de Dunga começou aparecer, reclamando principalmente das falha na marcação e pedindo aos seus jogadores para usarem as alas.

A esta altura a Costa do Marfim vencia a Coreia, apenas por 2-0, e não fosse a rispidez do jogo até pareceria que os jogadores acordaram que o empate satisfazia a todos. Sem muitas alternativas para construir jogo, Lúcio carregou a bola para o ataque procurando um companheiro mais bem posicionado mas não resultou em grande perigo.

Dunga ainda trocou Julio Baptista por Ramires, que tinha um cartão amarelo e corria o risco de ficar suspenso nas oitavas, e Luis Fabiano por Grafite, que fez sua estreia na Copa. Nos cinco minutos de tempo extra, Ramires quase marcou, após remate perto da meia lua que desviou no adversário e quase traiu o guarda-redes Eduardo, que se esticou e fez excelente defesa com a ponta dos dedos.

No final apenas os jogadores ficaram satisfeitos com o resultado 0-0, que apurou as duas seleções.

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