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Blindados derrubam barricadas de manifestantes em Bangcoc

Blindados do Exército tailandês derrubaram na manhã desta quarta-feira diversas barricadas levantadas por manifestantes contrários ao governo em um bairro do centro de Bangcoc, constatou a AFP. A operação tem por objetivo desbloquear “100%” do bairro ocupado pelos manifestantes, os chamados “camisas vermelhas”, disse à AFP o ministro tailandês da Defesa, Prawit Wongsuwon.

Os soldados estão a deslocar-se para “fechar todos os acessos e garantir 100% do controle da zona”, revelou o ministro. Prawit Wongsuwon destacou que as autoridades tentam “evitar perdas humanas”.

Desde a noite de quinta-feira passada, os violentos confrontos entre militares e os “camisas vermelhas” já deixaram 39 mortos. Prawit Wongsuwon não excluiu a entrada do Exército no bairro de Ratchaprasong, ocupado por cerca de 5 mil “vermelhos” e protegido por barricadas. “Depende de como vai evoluir a situação”.

Pelo menos doze veículos blindados de transporte de tropas equipados com metralhadoras foram enviados para a entrada sul da zona vermelha, palco de diversos confrontos durante o fim de semana. Centenas de soldados se espalharam em um dos principais eixos de circulação da cidade. O governo tailandês rejeitou na terça-feira os repetidos pedidos de um cessar-fogo feitos pelos manifestantes e excluiu todas as formas de negociação até que os “camisas vermelhas” partam de Bangcoc. “A situação poderá ser solucionada e podemos chegar às negociações quando os manifestantes se dispersarem”, avisou o ministro Satit Wonghnongtaey, excluindo qualquer possibilidade de diálogo.

Os “camisas vermelhas” aceitaram anteriormente uma proposta do presidente do Senado, Prasobsuk Boondej, de servir de mediador em caso de negociações. “O primeiro-ministro (Abhisit Veijjajiva) apoia o início das negociações mas, por duas vezes, elas fracassaram devido à ingerência das pessoas no exterior”, disse Satit, acusando implicitamente o ex-primeiro-ministro no exílio Thaksin Shinawatra, ícone de númerosos manifestantes e acusado pelo poder de atiçar os protestos.

As negociações estão rompidas desde a última quinta-feira, quando Abhisit Vejjajiva anulou sua proposta de organizar eleições antecipadas no meio de novembro, exasperado pelas exigências cada vez maiores dos “vermelhos”. Desde que começou a crise, em meados de março, 68 pessoas morreram e 1.700 ficaram feridas.

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