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Berlim constrói memorial para vítimas da “eutanásia” nazista

A prefeitura de Berlim instalou os alicerces de um futuro memorial em homenagem a um grupo negligenciado de vítimas do nazismo: centenas de milhares de deficientes físicos e mentais assassinados num programa de “eutanásia” do regime de Adolf Hitler.

Uma parede de vidro azul com 30 metros de comprimento será colocada na antiga sede do programa de eutanásia, no centro da capital alemã, e não distante de dois outros memoriais para outras vítimas do nazismo, os judeus, inaugurado em 2005, e os ciganos, de 2012.

“Examinar os crimes do nazismo, homenagear as vítimas e informar futuras gerações continuam a ser tarefas e deveres da Alemanha”, disse o ministro alemão da Cultura, Bernd Neumann, numa cerimónia, esta semana.

Na concepção hitlerista de uma Alemanha “racialmente pura”, não havia espaço para deficientes e tampouco para judeus, ciganos e homossexuais, por exemplo. Para aqueles que os nazistas consideravam indignos de viver, foi criado um programa de “morte misericordiosa”.

Entre Janeiro de 1940 e Agosto de 1941, cerca de 70 mil pessoas foram assassinadas dessa forma, seja em câmaras de gás ou por injecção letal. O programa foi oficialmente desactivado em 1941, em parte por pressão da Igreja, mas continuou de forma secreta.

Os historiadores estimam que 200 a 300 mil pessoas tenham sido mortas. O memorial deve ser inaugurado no segundo semestre de 2014.

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