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Benin reembolsa $2,200 milhões de descontos de salários de grevistas

O Governo beninense decidiu reembolsar cerca de dois biliões de francos CFA (mais de quatro milhões 200 mil dólares americanos) de descontos efectuados nos salários dos funcionários durante greves em 2012, segundo um comunicado divulgado oficial.

De acordo com esta nota a que se teve acesso, segunda-feira, o Governo compromete-se a devolver a totalidade das somas retiradas dos salários durante as greves de 2012 avaliados em dois biliões de francos CFA, a partir de Abril.

O reembolso cobrirá os anos de 2014 e 2015 devido a compromissos assumidos pelo Governo junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) no quadro da necessária harmonia das relações com a comunidade internacional.

Esta decisão do Presidente beninense explica-se pelo facto de que os professores consagraram as suas férias à recuperação do tempo perdido durante as paralisações, salvaguardando assim o ano escolar.

No que diz respeito aos outros pontos, eles serão discutidos num quadro de concertação que será doravante presidido pelo ministro de Estado para o Ensino Superior e Pesquisa Científica, precisa o comunicado.

Desde 7 de Janeiro último, lembre-se, a Administração Pública beninense foi paralisada por um movimento de suspensão do trabalho de 72 horas por semana, na sequência da repressão, a 27 de Dezembro último, duma marcha pacífica das centrais sindicais para exigir a preservação das liberdades fundamentais.

Na sequência desta repressão, as centrais sindicais lançaram um movimento de greve geral de 72 horas por semana, para exigir a demissão do comandante da Polícia da cidade de Cotonou e do prefeito do Atlântico e do Litoral.

As seis sessões de negociação entre centrais sindicais e medianeiros do Governo não conseguiram resolver a crise, nem o encontro, no fim de semana passado, com o chefe de Estado que apresentou desculpas da República aos sindicalistas.

Desta última reunião ressalta que os descontos efectuados nos salários devido à greve em 2012 serão devolvidos tendo em conta o respeito do quadro macroeconómico retido com a missão do FMI durante a última revisão. As centrais sindicais pediram o contacto com as bases para qualquer decisão a tomar relativa ao levantamento das moções de greve.

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