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Bandidos postos fora de acção

A Polícia da Republica de Moçambique (PRM), em Nampula, acaba de neutralizar duas perigosas quadrilhas de assaltantes, das quais recuperou duas armas de fogo, sendo uma metralhadora AKM e uma pistola.

Uma dessas quadrilhas, composta por dez membros, confessou a autoria do assalto perpetrado, há cerca de um mês, a empresa chinesa que está a construir o campus universitário da UniLúrio, onde matou um vigilante em serviço e feriu com gravidade quatro operários.

O chefe do gabinete de relações públicas do comando da PRM em Nampula, Inácio Dina, que revelou o facto, acrescentou que a neutralização daquele bando de cadastrados perigosos que, no assalto à empresa chinesa, apoderou-se ilicitamente de um valor estimado em 390 mil meticais destinado ao pagamento de salários, além de 13 computadores portáteis e igual número de telemóveis, foi possível depois de diligências fora da província.

Nas suas incursões, a quadrilha fazia-se transportar numa viatura que está na posse das forças da lei e ordem. Os seus integrantes, segundo a fonte, confessaram a autoria de oito assaltos com recurso a arma de fogo registados este ano em diferentes pontos da província, dentre os quais se destaca a residência de um empresário ligado à construção civil e indústria de farinação no bairro de Muhala-Expansão, onde roubaram somas avultadas em dinheiro.

Um facto apurado nas investigações e que está a causar muita inquietação no seio das forças da lei e ordem, segundo Inácio Dina, é que este grupo recruta e introduz nas suas fileiras, para uma certa missão de roubo, elementos com habilidade no manejo de armas brancas e de fogo, bem como de infiltração para o interior das instalações sem deixar rastos.

A PRM em Nampula, segundo o seu porta-voz, assegura que não vai descansar enquanto não neutralizar os restantes quatro membros, ora a monte, a fim de restituir à província a ordem e tranquilidade pública que caracterizavam a sua forma de vida até final do ano passado.

A metralhadora AKM com a qual este grupo actuava foi retirada à força, em meados de Fevereiro ultimo, das mãos de um agente da PRM, que se encontrava em serviço num estaleiro de uma empresa chinesa vocacionada à comercialização de madeira.

Na ocasião, os assaltantes, utilizando uma arma branca, desferiram golpes contundentes na cabeça do agente, que, por pouco não perdeu a vida, e, entretanto, encontra-se, neste momento, impossibilidade de exercer actividades policiais em face da gravidade dos ferimentos.

O segundo grupo de perigosos cadastrados foi neutralizado, este fim-desemana, na posse de uma pistola e, nas investigações, os quatro integrantes confessaram a autoria do assalto à agência da empresa Electricidade de Moçambique, em Monapo, onde roubaram um cofre que continha cinco mil meticais.

Entretanto, um indivíduo, que responde pelo nome de A. Martinho, foi recolhido às celas da PRM, indiciado do cometimento do crime de estupro.

A vítima, sua enteada, encontra em estado de gravidez, recebia dez meticais diários para satisfazer os apetites sexuais do seu padrasto e teria sido ameaçada de morte para não denunciar os abusos.

Fontes médicas asseguraram, depois de examinar a rapariga de 14 anos, que ela vai necessitar de uma intervenção cirúrgica no nascimento do bebé devido ao seu fraco desenvolvimento físico para suportar um parto normal.

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