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Bancos congelam conta da “Mussa Bin Bique”

A crise institucional na Universidade Mussa Bin Bique, instalada há cerca de três meses quando se operaram mudanças na respectiva reitoria,consideradas ilegais por parte de uma das duas alas da comissão instaladora que reivindica a legitimidade na gestão daquela instituição de ensino superior está longe do seu fim.

Com efeito três bancos comerciais, que têm à sua guarda valores avultados da UMBB, acabam de anunciar o congelamento das contas daquela instituição de ensino, alegadamente porque os membros da sua reitoria não têm legitimidade de fazer movimentações por força da decisão judicial que reconhece os resultados da assembleia geral do Centro de formação Islâmico, patrono daquela universidade privada, havida na Beira, província de Sofala, em 19 de Agosto do ano passado.

Esse facto vem agravar os problemas sérios de índole financeira que a UMBB enfrenta nos últimos tempos sobretudo para o saneamento de despesas inadiáveis, nomeadamente com salários aos docentes e pessoal de apoio que não são pagos há três meses.

A nossa reportagem apurou, ainda, que a mais recente medida do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e do Standard Bank de congelar as contas da UMBB em Nampula, está a lesar o Estado que não recebe de algum tempo a esta parte o valor de setenta mil meticais que deve ser desembolsado mensalmente para amortização do custo do equipamento disponibilizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e montado no laboratório para realização de análises para vários fins científicos, com ênfase para a agricultura.

Outras informações em nosso poder referem que a empresa proprietária das instalações, onde funciona a Universidade Mussa Bin Bique em Nampula, reclama dividas relativas ao arrendamento do imóvel que não são pagas há seis meses, que soma, neste momento, 600 mil meticais. Consequentemente, de acordo com Momade Yunus, gerente da Alssud Trading,Limitada, dona do referido imóvel, contactado telefonicamente a partir da capital do país, o contrato de arrendamento rubricado entre a sua empresa e a UMBB é nulo admitindo, entretanto, que possa haver negociações no sentido da sua renovação e alteração de alguns termos.

Momad Bay, presidente da direcção do Centro de Formação Islâmica, confirmou os factos supracitados, acrescentando que a situação resulta da ilegitimidade da direcção em exercício na UMBB que, segundo ele, tomou de assalto a gestão daquela instituição de ensino superior, processo que aguarda decisão das instituições da justiça, onde se encontra desde o ano passado. Casimiro Givá, reitor da Universidade Mussa Bin Bique, reconheceu que o funcionamento da sua instituição de ensino tem sido marcado por dificuldades nos últimos três meses decorrente da insuficiência de fundos para custear despesas inerentes.

Adiantou que a UMBB possui fundos para tal, mas encontram-se congelados alegadamente por incompreensão do antigo vice-reitor, que foi demitido por pesar sobre ele acusações de desvio de fundos estimados em 63 mil dólares. Segundo Givá, a normalização do funcionamento da UMBB está dependente do recurso interposto ao Tribunal Supremo, cuja decisão acredita vir a ser favorável à ala pertencente ao CFI, que está relacionada com o processo de impugnação dos resultados da assembleia extraordinária do Centro de Formação Islâmica, realizada no dia 19 de Agosto do ano passado, onde Momad Bay foi eleito presidente da direcção do órgão instalador daquela universidade.

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