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Bancos comerciais ligados a agentes económicos nas zonas rurais

Os bancos comerciais activos em Moçambique deverão passar a estar ligados a agentes económicos prestadores de serviços financeiros, incluindo nas zonas zurais onde não tenham presença física, em experiência-piloto a arrancar ao longo do primeiro semestre deste 2011, à escala nacional.

Na mesma altura, as ATM e os PO passarão a estar conectados à mesma rede, num exercício que marcará a entrada em funcionamento da Sociedade Interbancária de Serviços (SIMO), segundo Ernesto Gove, governador do Banco de Moçambique (BM).

A medida surge da imperiosidade de se superar alguns desequilíbrios em termos do nível de acesso aos serviços financeiros que se registam em Moçambique onde cerca de 86,5% da população não têm nenhuma relação com as instituições financeiras, nas zonas rurais, contra 61% nas zonas urbanas, segundo ainda Gove.

O governador do banco central moçambicano considerou de “nível bastante baixo” a percentagem de 22,2% da população moçambicana adulta que tem acesso aos serviços financeiros, comparativamente à Tanzânia, por exemplo, com a taxa de acesso àqueles serviços de 46% e de 45% no Malaui.

Crise financeira Relativamente ao impacto negativo da crise financeira mundial prevalecente desde 2007, Gove reiterou que a mesma não teve impacto directo visível sobre as instituições bancárias domésticas, tendo o sistema se “mantido são, estável e robusto” e desempenhado normalmente a sua função de intermediação financeira.

A situação deveu-se ao facto das instituições financeiras do país apresentarem um baixo grau de exposição aos activos que desencadearam a crise e por possuírem um nível de capitalização adequado para assumir perdas decorrentes dos activos em carteira, medidas pelo rácio de solvabilidade que alcançou cifras confortáveis de 15,1%, em Dezembro de 2009, contra 13,9% de Dezembro anterior.

O governador do BM falava esta quarta-feira, em Maputo, durante a cerimónia de apresentação dos resultados da pesquisa do sector bancário de 2009 que indicam que os valores dos activos do sector bancário continuaram, em 2009, a registar níveis de crescimento consideráveis e que, não obstante os constrangimentos exógenos e fragilidades de resistência da economia moçambicana face a choques externos, o sistema bancário continuou a expandir a sua rede de balcões e a melhorar a qualidade dos seus activos.

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