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Bancos chineses financiam megaprojectos orçados em 165 milhões de dólares

Dirigentes de dois bancos chineses que esta sexta-feira conferenciaram, em Beijing, com o Primeiro-ministro moçambicano, Aires Ali, de visita a China, asseguram que irão financiar três megaprojectos económicos em Moçambique, orçadas em 165 milhões de dólares norteamericanos.

Deste montante, 65 milhões de dólares serão disponibilizados pelo Banco chinês AXIM, valor que, segundo disse o seu vicepresidente, Zhu Hongjie, destina-se ao financiamento da segunda e última fase da modernização do Aeroporto Internacional de Maputo, cujo arranque deverá começar ainda este ano.

Por sua vez, o presidente do Banco Chinês para o Desenvolvimento, Jiang Chaoling, revelou que a sua instituição irá disponibilizar 80 milhões de dólares para a construção de uma fabrica de cimento na província central de Sofala, com capacidade para a produção de 500 mil toneladas por ano. Ele adiantou que o seu banco ira disponibilizar também outros 20 milhões de dólares para financiar a construção de uma fábrica de processamento de algodão em Magude, na propícia de Maputo, sul do pais.

Tanto quanto foi revelado em Beijing, também o Fundo Africa-China dispõe de mais de cinco bilhares de dólares disponibilizados pelo Governo da China para apoiar o desenvolvimento dos países africanos que integram o Fórum China-Africa. Uma explicação dada na quinta-feira última, na capital chinesa, pelo Ministro das Finanças, Manuel Chang, ficou claro que a China está disposta a financiar mais mega-projectos moçambicanos nos próximos anos.

Chang revelou que Moçambique ira por conseguinte submeter à China outros projectos para que sejam igualmente financiados tanto pelos bancos comerciais chineses, como pelo Fundo China-Africa. Entre os projectos que Moçambique está a alinhavar, conta-se vários relacionados com o desenvolvimento da agricultura e pecuária, construção de estradas, expansão da rede de energia electrica e construção de mais barragens, extracção mineira, estando tudo a ser feito para que o seu arranque seja o mais breve possível.

Neste contexto e no quadro da visita a China, o Primeiro-Ministro moçambicano deverá deslocar-se a província de Hubei, uma das regiões vocacionadas a produção agrícola. Alem da visita as áreas agrícolas, Aires Aly devera tomar parte numa conferência sobre a cooperação económica e agrícola entre esta província chinesa e Moçambique, destacando-se Chokwe, em Gaza, onde técnicos chineses têm estado a disseminar técnicas avançadas de produção de arroz.

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