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Em 2012 autoridades impediram entrada de mais de cinco mil ilegais em Moçambique

As autoridades de migração de Moçambique recambiaram, durante o ano passado, 5.618 cidadãos de diferentes nacionalidades, para os seus países de origem, por não reunirem condições para entrar e permanecer no país.

Armando Fietines, director nacional de Migração, disse que entre os vários motivos destacam-se a entrada e permanência ilegal no território nacional, falsificação de documentos de viagem, ausência de comprovativo de meios de subsistência durante a permanência e a falta de visto de entrada e passagem de regresso aos países de origem.

“Há pessoas que entram no país para fazer o turismo, mas quando são perguntadas onde é que vão hospedar ou viver durante a sua estadia, não sabem dizer… outras dizem que vêm a Moçambique para trabalhar, contudo não sabem dizer para qual empresa vão trabalhar”, explicou Fietines, citado na edição da Quinta-feira do jornal “Noticias”.

A entrada de pessoas de forma clandestina em Moçambique é uma situação que preocupa as autoridades nacionais, devido à frequência com que os casos acontecem e porque o fenómeno tende a aumentar. Em 2011 o número de repatriados foi de 4.993 contra 5.618 registado, em 2012.

“É um problema que realmente preocupa e sempre preocupou. Chegamos a registar em média diária 20 a 25 casos de pessoas ilegais no nosso país”, adiantou a fonte.

Os indivíduos de nacionalidade paquistanesa, tailandesa, nigeriana, bengalis e chineses são os que mais procuram entrar no território nacional por via ilegal.

O caso recente de imigração ilegal ocorreu esta semana, quando oito cidadãos portugueses foram recambiados para o seu pais de origem pelo facto não possuírem bilhete aéreo de regresso e outros alegaram que vinham a Moçambique trabalhar, mas não apresentaram o vínculo contratual e nem sabiam dizer para que instituições iriam trabalhar.

Os repatriados fazem parte de um total de 27 cidadãos de nacionalidade portuguesa, cujos vistos levantaram suspeitas às autoridades policiais logo que desembarcaram, esta Quarta-feira, na fronteira do Aeroporto Internacional de Mavalane, em Maputo.

O processo dos restantes 19 ainda está a ser analisado pelas autoridades de migração de Moçambique.

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