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Aumentam produtos fora do prazo em Nampula

A comercialização e consumo de produtos alimentares com prazo de validade expirado está assumir proporções cada vez alarmantes na província de Nampula segundo constatação das autoridades sanitárias locais que atribuem o facto à inoperância do Centro de Higiene Alimentar e Exames Médicos (CHAEM), bem como a indefinição sobre a responsabilidade da execução das inspecções aos estabelecimentos comerciais, entre outros locais de venda de alimentos.

O fenómeno registou uma evolução entre os anos 2004 e 2007, com ligeiro abrandamento no ano passado, segundo estatísticas da Saúde a que tivemos acesso, as quais referem que, ao longo daquele período, foi realizado um total de 700 acções de inspecção baseada nos estabelecimentos comerciais grossistas.

A Direcção da Saúde em Nampula entende que a actividade inspectora sobre o exercício do comercio formal, cujas responsabilidades estão delegadas sobretudo CHAEM, além da Direcção da Indústria e Comércio, não tem um carácter regular devido a vários factores, sobretudo organizacionais. Ademais, os equipamentos do laboratório de higiene de alimentos e água, onde têm sido efectuadas as análises das amostras dos produtos alimentares retirados aleatoriamente dos estabelecimentos comerciais, encontram- se em estado obsoleto.

Esta situação, aliada à escassez de reagentes resultante da exiguidade orçamental para a sua aquisição por parte do CHAEM limita a realização das actividades de inspecção, porquanto os seus resultados são determinados na base das analises laboratoriais. Entretanto, o director provincial da saúde em Nampula Flávio Wate, mostrou- se preocupado face à relutância manifestada por alguns agentes económicos da praça ligados à área do comércio que, num mesmo espaço, expõem à venda produtos alimentares e de construção civil, em particular cimento, entre outros, facto que coloca em perigo a saúde publica.

No entender de Wate, urge desenvolver acções por parte do seu sector, Indústria e Comércio e governos distritais e municipais, no sentido de fazer valer a legislação em vigor sobre o atropelo às regras do exercício do comércio porque se o cenário que assistimos continuar assim, os casos de violação à lei vão multiplicar e dificilmente poderá conhecer uma inversão.

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