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Aumentam em 24,2% casos de apreensão de cocaína em 2011

Os casos de apreensão de cocaína aumentaram em cerca de 24,2%, em 2011, em Moçambique, por cidadãos originários da África do Sul, Nigéria e da Bolívia, na sua maioria.

A via mais usada foi o Aeroporto Internacional de Mavalane, em Maputo, segundo o Conselho de Ministros no seu balanço anual concernente à evolução do tráfico e consumo ilícitos de drogas, em 2011, realçando que continuaram, no período em análise, indícios do uso de forma “ardilosa” de expedição de drogas com recurso à falsificação de endereços ou por via de remetentes falsos.

Haxixe, heroína, cannabis sativa, vulgo soruma, mandrax e efedrina foram outras drogas apreendidas em Moçambique, sendo Tete, Cabo Delgado, Niassa, Nampula e Inhambane as províncias com mais casos de apreensões de soruma, segundo ainda o Governo no seu documento já depositado na Assembleia da República (AR) para apresentação e debate pelos deputados.

Em termos de quantidades, em 2011 foram apreendidas mais de 31,6 mil quilogramas de soruma, contra 3,2 mil quilogramas desta droga apreendidos para incineração pela Polícia da República de Moçambique (PRM), tendo Manica sido a região do país com 94,2% do total de apreensões registadas entre 2008 e 2011.

Substâncias sujeitas ao controlo

Entretanto, nenhum estabelecimento comercial ou industrial foi surpreendido a transaccionar ou produzir drogas a partir das substâncias importadas em 2011 e sujeitas ao controlo feito pela Inspecção- Geral das Actividades Económicas do Ministério da Indústria e Comércio.

O Governo congratula-se com o facto de, no período em análise, todas as indústrias, no seu processo produtivo, terem utilizado licitamente as substâncias químicas sem que fossem desviadas para fins ilícitos.

Importa sublinhar, entretanto, que, em 2011, 91 dos 235 cidadãos nacionais foram condenados por consumo de drogas e 20 dos outros 71 foram condenados por prática do crime de tráfico de drogas.

Os estrangeiros condenados foram em número de 47, em 2011, contra 16 em 2009, pontificando-se a Tanzânia e Zimbabwe como países de origem de 22 e 16 cidadãos indiciados, em Moçambique, no crime de tráfico e consumo ilícitos de drogas, igualmente em 2011.

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