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Armadores de Sofala tomam medidas alternativas de segurança

Armadores que actuam no banco de Sofala, a área mais importante para a pesca de camarão em Moçambique, estão a implementar medidas alternativas de segurança no mar, devido aos sequestros dos piratas somalis.

As medidas incluem a redução dos dias de permanência no mar e da quantidade de combustível nas embarcações, para que em caso de sequestro não consigam percorrer longas distâncias. “Decidimos colocar três embarcações da empresa no mar com pouca quantidade de combustível para evitar rapto e sequestro, porque, em caso disso, o barco não pode percorrer muitas milhas, logo ditará o abandono dos sequestradores”, disse, Emanuel Chirua, encarregado da empresa Martins Mar, com sede na Beira.

“Reconhecemos que o trabalho oferece riscos, e não podemos parar toda a actividade por causa da insegurança, pelo que vamos trabalhando com medidas alternativas, enquanto aguardamos medidas urgentes de quem de direito”, acrescentou Emanuel Chirua.

A iniciativa está a ser implementada igualmente pelas empresas Filpesca e Pestrai, ambas com sede na Beira. Quando foi aberta a campanha de pesca 2011, a 14 de Março último, quase toda frota de pesca industrial e semiindustrial dedicada à captura do camarão no banco de Sofala mantinha-se atracada nos principais portos de pesca do país, nomeadamente Quelimane, Beira (Centro) e Maputo (Sul), o que obrigou o Governo a reunir-se com urgência com os armadores na Beira.

Os proprietários dos navios pediram o adiamento do arranque da campanha de pesca por alguns dias, até que fossem criadas condições de segurança contra os piratas da Somália, que sequestraram em Dezembro a embarcação Vega 5, operada pela Pescamar. Estes armadores constituem o sector principal das pescas no país, detendo mais de 70% da frota activa empregue na captura do camarão. Esta semana deverão chegar a Moçambique os tripulantes resgatados do Vega 5 pela marinha indiana no mar Arábico.

A edição desta segundafeira do jornal Indian Express refere que a Polícia de Mumbai continua a interrogar os piratas somalis detidos, procurando apurar o que aconteceu aos tripulantes desaparecidos. Aquando da operação, a marinha indiana resgatou 12 tripulantes moçambicanos e um indonésio, mas continuam desaparecidos outros sete moçambicanos e um indonésio.

Segundo o Ministério das Pescas de Moçambique, dois espanhóis, que foram raptados em Dezembro quando se deu o assalto ao Vega 5, não estavam a bordo por terem permanecido na Somália.

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