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Pessoal da UEM “estica mais a corda”

O “braço-de-ferro” entre os trabalhadores da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e a direcção desta que é a mais antiga instituição de ensino superior em Moçambique parece estar longe do fim, a avaliar pelos resultados de duas reuniões realizadas depois da ameaça de greve.

A disputa começou com a reivindicação do pagamento do “bónus de efectividade de 2010”, não satisfeita e que resvalou para a convocação de uma reunião do Corpo Técnico e Administrativo (CTA) no dia 4 de Março, alegadamente para a recolha de subsídios relativos ao assunto. Porque desde Novembro (mês em que o aludido subsídio é pago) se sucedem promessas que não passam disso, gerando descontentamento e apreensão no seio do CTA, uma segunda ronda foi realizada no passado dia 18 do corrente mês, tendo a Reportagem do Correio da manhã testemunhado.

O CTA foi a esta reunião com uma ameaça na manga: “Face a esta indefinição da data de pagamento do bónus em causa, o CTA propõe o dia 18 de Março do ano em curso como datalimite para o pagamento, caso não se verifique o CTA poderá recorrer a outros meios no sentido de alcançar o seu objectivo” (sic).

Mais exigências

Nesta reunião, que envolveu cerca de 25 trabalhadores em representação de diferentes departamentos da UEM, para além de se reiterar as anteriores reivindicações, outras novas foram acrescidas no rol das reclamações, a saber:

? Um grupo de trabalhadores afectos à Faculdade de Veterinária veio reclamar o pagamento de um subsídio de risco, devido à sua exposição aos fumos resultantes da incineração de animais usados em testes laboratoriais naquela instituição de ensino superior.

? Um grupo de bibliotecários também apareceu com reclamação de um subsídio, alegadamente para mitigar os efeitos da inalação de poeiras no seu local de trabalho.

? Outros trabalhadores levantaram a questão da alegada insuficiência da cobertura dos meios de transportes para o pessoal e pouca clareza na promoção e progressão nas carreiras profissionais e na distribuição do “cabaz de Natal e Fim-de-ano”.

O Correio da Manhã apurou no local da realização da reunião que estes pontos todos serão apreciados no Conselho Científico da UEM programado para Maio próximo.

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