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Aquartelamento dos ex-guerilheiros da Renamo inicia esta semana

O processo de aquartelamento dos antigos guerrilheiros do então movimento armado em Moçambique, Renamo, começa esta semana, através da região centro do país, anunciou, passada sexta-feira, em Nampula, Afonso Dhlakama.

Dhlakama adverte, porém, que a medida não tem como finalidade o retorno à guerra, mas garantir um melhor controlo dos seus desmobilizados e reformados de guerra a fim de evitar que estes se envolvam em eventuais desmandos.

Entretanto, o líder do maior partido da oposição no país voltou a acusar o governo de Armando Guebuza por alegada violação do Acordo Geral de Paz, assinado na cidade italiana de Roma, em 4 de Outubro de 1992, concernente a criação de um único exército imparcial e profissional, com cerca de 30 mil homens de ambos os lados.

Sustenta estas suas afirmações com o que descreve de reformas compulsivas dos generais da Renamo, enquanto os oficiais da Frelimo continuam a ostentar altas patências e funções nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

O líder da “perdiz” convocou uma conferência de imprensa, bastante concorrida, para reiterar a sua intenção de levar a cabo uma “ revolução “ para retirar a Frelimo do poder.

Disse que a acção será desencadeada antes do Dia do Natal, para permitir, nessa altura, a instalação de um governo de transição que vai conduzir os destinos do país até às próximas eleições gerais, agendadas para 2014.

Não vamos promover uma manifestação, mas uma revolta nacional para estabelecer uma nova ordem pública. Pretendemos, pois, desse modo, desalojar a Frelimo das escolas, tribunais, hospitais e até dos negócios privados. Disse.

Instado a esclarecer se as suas ameaças não seriam induzidas por interesses financeiros, a fonte disse que não sobrevive de qualquer espécie de apoio do governo.

Afonso Dhlakama afirmou ainda que o seu partido não está interessado em concorrer às eleições intercalares nos municípios de Pemba, Cuamba e Quelimane, nas províncias de Niassa, Cabo-Delgado e Zambézia, respectivamente.

Pois, considera de fantochadas as renúncias dos três presidentes municipais porque estes, por qualquer razão obscura, caíram no desagrado no seio do partido Frelimo

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