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Diario X Jogos Africanos: mais três moçambicanos nos quartos-de-final do Boxe

Diario X Jogos Africanos: mais três moçambicanos nos quartos-de-final do Boxe

A catedral do boxe moçambicano, Pavilhão do Estrela Vermelha, na quarta sessão dos combates dos décimos Jogos Africanos de Maputo, teve três motivos para celebrar e um para baixar os ânimos das bancadas. No primeiro, Climaldo Guifutela, na categoria dos 53 quilos, venceu ao tunisino Billel M’hamdi, que era apontado como favorito ao pódio. No segundo, Gabriel Ekibal não foi capaz, apesar do esforço final, de vencer Henri Nzaou do Congo. No terceiro e no quarto, foi só alegria. Ou seja, na quinta é ultima sessão desta terça-feira, os pugilistas moçambicanos venceram os dois combates nos quais estiveram envolvidos.

O combate que levou Guifutela aos quartos-de-final teve um primeiro assalto equilibrado e que acabou com um parcial de 3-3. No regresso, o pugilista moçambicano, empurrado pelo público, estabeleceu diferenças e encostou o favoritismo do tunisino às cordas. Ou seja, contra a técnica de Billel, Guifutela opós uma entrega total e um coração enorme. Pois, nos seus punhos estava à esperança de um Pavilhão do Estrela repleto de amantes do boxe. Portanto, para não defraudar as expectativas, o pugilista moçambicano entrou para o último assalto com uma vantagem de cinco pontos (11-6). Conhecedor do poderoso ataque tunisino, Lucas Sinoia, deu indicações para Guifutela bailar e atacar na certa para manter a vantagem. Dito e feito, o moçambicano rodou como um bailarino e disferiu golpes na certa.

Algumas vezes, encostado às cordas, Guifutela teve discernimento para sair delas sem ver beliscada a sua vantagem de cinco pontos. Billel, num esforço final ainda tentou sentenciar a luta por via de um KO. Porém, Guifutela sabia para o que veio e não cedeu nem um milímetro e continuo a bailar e a ferrar com a precisão de um cirurgião. No final, a vantagem permaneceu nos cinco pontos. Climaldo Guifutela está nos quartos-de-final.

Esforço tardio

Ekibal Gabriel, nos 60 quilos, entrou com a força do público e perdeu fulgor à medida que o congolês Henri Nzaou equilibrava a contenda. O público também veio abaixo. Mas isso foi no segundo assalto, pois no primeiro o moçambicano saiu com uma ligeira vantagem (6-5). O segundo assalto foi um pesadelo para Ekibal, o congolês agigantou-se e desequilibrou a batalha.

O público, já se disse, foi remoendo a euforia à cada golpe no rosto do pugilista moçambicano. Por isso ninguém ficou espantado com a reviravolta no marcador, 12-8 a favor de Henri Nzaou.

Anjo sem asas

Três minutos e uma desvantagem de quatro pontos separavam Ekibal dos quartos-de-final. Consciente, o atleta moçambicano partiu para o ataque, mas sempre encontrou uma resposta à altura nos punhos de Henri Nzaou. A contenda, diga-se, manteve-se equilibrada até ao último minuto, quando Gabriel Ekibal partiu para cima do congolês para resolver o combate. O público voltou aos aplausos, mas faltava poucos segundos e Gabriel não teve asas para vencer o tempo.

Quinta sessão

Devia ter começado às 18, mas teve lugar pouco depois das 19 horas. Os moçambicanos só entraram em acção no sétimo combate, através das luvas de Juliano Fernando Gento, que venceu por pontos ao sul-africano Lembongang Pilane, na categoria dos 46-49 quilos.

Gento entrou com tudo e saiu do primeiro assalto com uma vantagem de seis seis pontos (9-3). O segundo decorreu na mesma toada e o moçambicano consentiu mais três pontos à Pilane. Porém, arrecadou mais oito, o que lhe dava uma margem confortável para vencer o combate.

O terceiro e último assalto, foi pobre devido ao cansaço dos dois atletas. Ainda assim Gento aumentou a sua vantagem e fechou a contenda com 21 pontos contra oito do sul-africano.

Depois de Gento, na categoria de 60 quilos, António Malie Vache não deu hipóteses ao camaronês Tchuem Fokoun. O primeiro assalto, foi bastante equilibrado e fechou com uma vantagem de um ponto para Vache. O equilíbrio manteve-se no segundo assalto, porém Vache aumentou a vantagem para três pontos (8-5).

O pior, porém, para Tchuem foi reservado para do derradeiro assalto. Quando o camaronês tinha de atacar para conquistar pontos, Vache foi à procura do KO. Não conseguiu, mas deixou claro que só um milagre lhe afastaria dos quartos-de-final.

(artigo em actualização)

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