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Estudantes trocam aulas pela pastorícia, prostituição e garimpo em Chalaua

Os professores e pais e encarregados de educação no Posto Administrativo de Chalaua, no distrito de Moma, na província de Nampula, estão preocupados com o abandono de aulas pelos alunos para se dedicarem à pastorícia, ao garimpo e até mesmo a prostituição no povoado de Mavuco e Nathove, no distrito de Mogovolas.

Segundo os docentes, as turmas locais são compostas por 50 a 120 estudantes, mas devido à pastorícia, ao garimpo e à prostituição só se leccionam, durante a semana, cinco a 15 alunos desde que o ano lectivo começou.

Por exemplo, na Escola Primária Completa da vila-sede do Posto Administrativo de Chalaua, dos 56 instruendos de uma das turmas da 6ª classe, somente 15 participaram nas aulas nas últimas semanas.

Gerónimo Namarocola, um dos professores no Posto Administrativo de Chalaua, disse-nos que desde que os educandos ouviram falar da descoberta de mais uma mina de recursos minerais já não estudam. “Se eu não sair muito cedo de casa para obrigar os meus alunos a estarem presentes na sala de aulas somente assino o livro de turma”.

Por seu turno, Maurício José, pai e encarregados de educação naquele posto administrativo, disse que ficou surpreendido quando teve a informação de que o seu filho não entrava na sala de aulas há três semanas consecutivas porque vai à pastorícia.

 

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