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Algodão apodrece nos distritos de Lalaua e Monapo

Uma grande quantidade ainda não especificada de algodão-caroço produzido nos distritos de Lalaua e Monapo, na província nortenha de Nampula, é dada como perdida, por ter apodrecido devido à baixa radiação solar.

As enxurradas registadas no início do presente ano de 2014 e fraca assistência técnica aos produtores do algodão naquelas regiões do Norte do país são também apontadas como as causas que ditaram o apodrecimento do produto, segundo o Instituto do Algodão de Moçambique (IAM).

Entretanto, para contrariar este cenário, o IAM está a implementar um programa de seguro agrário em Lalaua e Monapo, baseado em índices climáticos, abrangendo cerca de 39.660 pequenos produtores do chamado ouro branco.

Refira-se que o seguro agrário tem disponível um fundo de indemnizações de cerca de 20 milhões de meticais para produtores que perderam a sua produção devido a factores climáticos, realça o IAM no seu documento apresentado esta semana em Maputo, à margem das comemorações do 23º aniversário que se assinala este ano.

Sobre o sector, em geral, aquele departamento subordinado ao Ministério da Agricultura (MINAG) reiterou o compromisso de aumentar em 10% por ano o volume de produção do algodão-caroço no país, a fim de atingir a almejada média de pelo menos 200 mil toneladas do produto até 2022.

Projecções para até 2019

Se o sector atingir aquela taxa de crescimento anual, Moçambique deverá reduzir para 23% em 2019 o défice de algodão-fibra, estimado actualmente em cerca de 67%.

Para o efeito, o IAM está a apostar no envio de técnicos agrónomos e alguns produtores seleccionados para beneficiarem de acções de formação no Brasil e nos Estados Unidos da América (EUA), em novas técnicas de produção e classificação do algodão-fibra, produto final de exportação.

Entretanto, Maputo deverá acolher em Junho próximo um fórum de investigação do algodão dos países da África Austral e Oriental, com vista à troca de experiências e busca de oportunidades de cooperação e investimento.

A anteceder o fórum, um grupo de investidores dos sectores do algodão e têxtil esteve igualmente reunido na capital moçambicana, em finais de Maio corrente, para avaliarem 14 projectos do ramo que necessitam de financiamento para a sua viabilização no país, de acordo ainda com o Instituto do Algodão de Moçambique.

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