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Alemanha e Espanha disputam um lugar na final

Tão opostas e, ao mesmo tempo, quase iguais: combinação de histórias singulares, de trajetórias distintas, de estilo próprio, tudo direcionado ao sonho que envolve duas potências do futebol mundial. O planeta vai parar hoje a partir das 20h30 para ver os tricampeões mundiais disputarem com a Fúria uma vaga na final do primeiro Mundial que se joga em Àfrica, é o Alemanha x Espanha no estádio Moses Mabhida, em Durban. O vencedor irá enfrentar a Holanda, que derrotou o Uruguai por 3 a 2 na primeira semifinal.

Não era de se duvidar que uma seleção encantasse com dribles, com triangulações, com velocidade. Cabia à Espanha o papel de artista do Mundial. Mas foi a Alemanha quem encenou o estereótipo do jogo bonito. E ninguém questionaria que uma seleção venceria sempre no limite da necessidade, jogando o suficiente para seguir em frente, para manter viva a esperança.

Era para ser a Alemanha, sempre pragmática, hoje encantadora. Acabou sendo a Espanha, antes encantadora, hoje pragmática. Tão parecidas: meio-campo habilidoso, com Xavi e Iniesta de um lado, com Özil e Schweinsteiger de outro, cada qual com seu artilheiro, o fulminante Villa contra o oportunista Klose.

Tão diferentes: Alemanha tricampeã mundial, Espanha eterna (será?) decepção. Algo parece unir estas duas seleções, em 2008, na final do Europeu, a Espanha venceu com um golo de Fernando Torres que neste Mundial ainda não fez gosto nem ao pé nem a cabeça.

Para esta partida lendária, Alemanha entra com a confiança nas alturas. Afinal, a equipa despachou nada mais, nada menos do que Inglaterra e Argentina nas fases anteriores e com goladas convincentes: 4 a 1 e 4 a 0, respectivamente.

O técnico Joachim Löw, entretanto, assegura que seus jogadores estão com os pés no chão e focados para o duelo contra a Fúria. Ainda segundo o treinador, a equipa evoluiu em relação ao de de dois anos atrás, que caiu diante do adversário.

“Tínhamos muita energia, mas não conseguíamos dominar uma partida e também não tínhamos qualidade e todas posições como temos hoje. E acho que como jogamos até agora e os resultados no Mundial mostram que melhoramos claramente e que estamos vários passos à frente de 2008” assegurou o técnico, que chamou nove jogadores abaixo dos 23 anos de idade (a média da equipa é de 24,8 anos).

E Thomas Müller, um desses jovens e revelação do Mundial (marcou quatro golos e deu três assistências), é o único e grande ausente. Suspenso, o médio deve dar lugar ao teuto-brasileiro Cacau, que está recuperado de uma lesão no abdômen. No ataque, Miroslav Klose está confirmado e é a grande esperança de golos dos germânicos. Se balançar as redes pelo menos uma vez, o atleta do Bayern igualará o recorde de Ronaldo (15 gols) e poderá tornar-se o maior artilheiro da história das Copas.

A Espanha pode chegar pela primeira vez a uma final de Copa do Mundo. É uma história pobre para um país enlouquecido por futebol, com uma das ligas mais fortes do mundo, recheado de craques – sejam eles espanhóis ou estrangeiros. O sentimento é duplo para a Fúria: de um lado, o peso da responsabilidade de apagar o passado; de outro, a empolgação diante da chance de fazer história.

“Estamos muito eufóricos pela oportunidade que temos. Precisamos aproveitar ” disse o médio Xabi Alonso.

O raciocínio espanhol é a base do “agora ou nunca”. Os próprios atletas da Fúria entendem que a chance de título pode não ser tão clara no futuro. Eles não querem perder o comboio da história. “É um belo momento do nosso futebol, um feito que não é casual. São diversos fatores para que o futebol espanhol esteja nesta fase. Estamos muito felizes. Temos recursos para enfrentar de cara qualquer rival, incluindo a Alemanha” disse o técnico Vicente del Bosque.

A Espanha deve mudar para o duelo desta quarta-feira. A tendência é de que Fernando Torres deixe a equipe justamente contra a Alemanha, adversária na qual ele fez o golo do título do Europeu de 2008. “El Niño” não completou uma partida sequer na Copa do Mundo. Também não fez golos. Agora, deve dar lugar ao médio David Silva. Assim, a equipa passará ao esquema 4-5-1, com o goleador David Villa migrando da esquerda para uma função mais centralizada. Foi assim que a Espanha jogou contra a Suíça, na primeira jornada do Mundial. E perdeu por 1 a 0.

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