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AI exorta Governo angolano a não violar direitos dos cidadãos

Amnistia Internacional exortou as autoridades angolanas a não fazerem do atentado contra a equipa de futebol do Togo um pretexto para praticar actos de repressão no território de Cabinda. Numa informação publicada terça-feira no sítio da organização de defesa dos direitos humanos, pede-se ao Governo angolano para se assegurar de que aquele “incidente deplorável não sirva de desculpa para violar os direitos dos cidadãos do Cabinda”.

O director para África da Amnistia, Erwin Van Der Borght, pede às autoridades angolanas que se abstenham de praticar “detenções arbitrárias, detenções ou qualquer outra forma de tratamento cruel, desumano ou degradante”. A associação pede ainda a Angola que faça “uma investigação exaustiva e imparcial” sobre as circunstâncias em que ocorreu o ataque, para que os responsáveis “sejam julgados num processo justo e que respeite as normas internacionais dos direitos humanos”.

A advertência da Amnistia Internacional surge depois das detenções feitas em Cabinda de duas pessoas alegadamente envolvidas no ataque contra a selecção de futebol do Togo – que provocou duas mortes – e ainda de outras três acusadas de violar a segurança do Estado.

Bispo de Cabinda “preocupado”

Por seu turno, o bispo de Cabinda, D. Filomeno Vieira Dias, disse esta quarta-feira estar a acompanhar “com preocupação” o caso do padre Raul Tati, detido sábado no enclave, acusado de crimes contra a segurança do Estado angolano. “Já estive com o padre. Esperamos que as coisas se esclareçam o quanto antes e que ele possa sair ilibado da acusação que lhe é posta. Estamos a acompanhar o caso, vemos isto com certa preocupação e esperamos que tudo se resolva da melhor forma e o padre possa estar no convívio do dia-adia”, disse D. Filomeno Vieira Dias.

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