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Agrava-se crise alimentar e de água em Pafuri

Está a agravar-se a crise alimentar e de água que fustiga a população que se distribui por 14 aldeias no posto administrativo de Pafuri, distrito de Chicualacuala, em Gaza, algumas das quais localizadas ainda no interior do Parque Nacional de Limpopo (PNL).

Para a sua sobrevivência, os camponeses locais têm recorrido à caça furtiva no interior do PNL, segundo reconhece Samuel Francisco Cossa, chefe do posto administrativo de Pafuri, enquanto no que tange à água os mesmos camponeses compramna junto de transportadores deste precioso líquido após a sua aquisição em tambores na vizinha África do Sul para comercialização.

Cossa disse não haver condições nenhumas para se evitar a caça furtiva naquela estância turística, “porque não há nada para a população se alimentar porque a chuva não cai desde meados de 2011”.

Acrescentou que a carne dos animais abatidos dentro do Parque Nacional do Limpopo é depois vendida a funcionários das Alfândegas, Migração e do posto administrativo de Pafuri para posterior compra de produtos alimentares também trazidos da África do Sul por pequenos importadores nacionais que operam na região.

Meios bélicos

Os estabelecimentos fornecedores destes produtos distam a cerca de 70 quilómetros de Pafuri, parte da distância percorrida no interior do Kruger National Park (KNP), segundo ainda Cossa, esclarecendo, entretanto, não haver registo de casos de conflito Homem/animal naquela estância sul-africana, “senão os protagonizados por caçadores furtivos moçambicanos que se dedicam à caça de rinocerontes no interior do Kruger Park para extracção de cornos para venda em vários países a 500 mil dólares o quilograma”.

Cossa disse haver dificuldades para estancar este tipo de crime organizado por usar “artimanhas sofisticadas e meios bélicos modernos”, não obstante esforços conjuntos empreendidos pelas autoridades governamentais de Moçambique e África do Sul.

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