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Afrobasket 2013: O mais fácil foi difícil para Moçambique

Afrobasket 2013: O mais fácil foi difícil para Moçambique

Num verdadeiro teste de fogo, a selecção nacional suou bastante para derrotar a Argélia. Foi a terceira vitória consecutiva que coloca Moçambique à espreita dos quartos-de-final.

Não foi um confronto fácil para a nossa selecção, sobretudo na etapa inicial em que, a cinco minutos do fim do primeiro tempo, esteve a perder por quatro pontos de diferença. Tudo porque a equipa argelina soube tirar proveito dos erros ofensivos e de entrosamento da turma moçambicana.

Os últimos três minutos deste quarto foram decisivos para o combinado nacional. Moçambique, depois de um longo período de falhanços, acertou-se nos lançamentos do exterior e foi através de um triplo de Rute Muianga que deu volta no marcador, surgindo Deolinda Ngulela, logo a seguir, a encerrar o primeiro período em 12 a 08.

No segundo quarto, as duas equipas entraram determinadas a mudar o rumo dos acontecimentos. Por um lado a Argélia que acreditava numa vitória e, por outro, Moçambique que pensava na melhor maneira de dilatar o marcador. Num jogo de verdadeiro tira-teimas, a equipa de Nazir Salé teve de se aplicar profundamente para conseguir uma vantagem de 10 pontos. 30 a 20 até ao fim do segundo tempo.

Temeu-se, porém, pelo aspecto físico das nossas jogadoras. Um falso alarme para quem (pouco) entende de basquetebol. As “Samurais” regressaram para o terceiro período totalmente regeneradas. Mudaram bruscamente de estratégia e passaram a privilegiar os ataques em bloco, os lançamentos do exterior bem como a pressão alta.

Mas nem tudo foi tão fácil assim. As argelinas não se sentiram sufocadas e desfrutaram da inteligência da poste Yasmine Meribout e da extremo Shahnez que, nos ataques daquela equipa, intervinham sempre desmarcadas para causar alguns calafrios ao público moçambicano.

Com o marcador a registar 43 a 27, entramos no quarto e último período do jogo. As argelinas não desarmaram, mas a inteligência colectiva de uma equipa liderada por Nazir Salé veio ao de cima. Viu-se uma selecção nacional de Moçambique astuta, combativa e excelente nos lançamentos do exterior, ainda que pouco ousada nas penetrações devido à defesa a zona da adversária, tudo para tornar fácil o que esteve difícil nos primeiros trinta minutos.

Às argelinas restou apenas o inconformismo, com algumas jogadoras a derramarem lágrimas sobre o pavilhão do Maxaquene. O respectivo treinador, esse, de nome Sofiane Boulaya, que para além de ser chamado por diversas vezes à razão por invadir a quadra para se tornar “no sexto jogador”, ameaçava sempre agredir as suas jogadoras por cada erro que cometiam neste último período. Não entendeu, porém, que as “Samurais” jogam em casa e, como se diz na gíria popular, nela “mandamos nós”.

67 a 34 foi o resultado final, numa partida em que Leia Dongue e Rute Muianga estiveram igualadas no maior número de pontos marcados, 13. Ademais, Dongue voltou a destacar-se nos ressaltos com nove, os mesmos que da Odélia Mafanela.

Quadro completo de resultados:

Cabo Verde 39 – 62 Camarões

Zimbabwe 45 – 123 Senegal

Angola 45 – 39 Quénia

Egipto 54 – 72 Costa do Marfim

Moçambique 67 – 34 Argélia

Nigéria 45 – 78 Mali

Jogos desta terça-feira:

10h: Egipto X Zimbabwe

12h15: Quénia X Mali

14h30: Argélia X Senegal

16h45: Camarões X Angola

19h: Costa do Marfim X Moçambique

21h15: Cabo Verde X Nigéria

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