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Africa: governos chamados a promover crescimento urbano planeado

O director da Organização Mundial da Saúde para a Região Africanas, Luís Sambo, defende que os governos africanos e a sociedade civil têm a missão e responsabilidade de promover um crescimento urbano planeado para garantir o desenvolvimento construtivo da população para melhorar o seu estado de saúde.

Em mensagem alusiva ao Dia Mundial da Saúde, que se assinalou na quarta-feira em todo o mundo, Sambo destaca que a maioria dos citadinos região africana vive em condições que os expõem a perigos extremos que afectam a sua qualidade, bem como também a sua esperança de vida. Segundo Sambo, em muitos países da região, a urbanização tem, vindo a ultrapassar a capacidade dos governos em disponibilizar as infra-estruturas necessárias para tornar a vida nas zonas urbanas segura e saudável.

“Calcula-se que cerca de metade da população urbana em Africa sofre de pelo menos uma doença atribuível a falta de água e de saneamento adequado e todos os anos nada menos que 60 cidade registam um surto de cólera”, refere Sambo na mensagem que a AIM teve acesso.

Os governos, segundo ele, enfrentam problemas relacionados com a disponibilização de cuidados de saúde, abastecimento de agua, habitação e gestão de resíduos sólidos que, agravado com o crescimento rápido e o alastrar dos bairros de lata, tornam a qualidade vida preocupante nestes lugares. Sambo manifesta a sua preocupação pelo facto de as pessoas que vivem na pobreza estarem a sofrer uma variedade de doenças devido a falta de uma alimentação saudável, exercício físico que são os factores que contribuem para o aumento de doenças não transmissíveis como, obesidade, hipertensão e doenças cardiovasculares.

“E fundamental que o público em geral e a população urbana em particular adoptem estilos de vida mais saudáveis praticando uma actividade física regular, alimentação saudável e reduzido consumo de álcool e tabaco, para além de melhorar as condições de habitação”, destaca Sambo.

Na sua mensagem, Sambo destaca ainda, a necessidade de os governos de promoverem o saneamento básico, abastecimento de água, disponibilizando comodidades e serviços que promovam actividades recreativas que são bastante úteis para atenuar o risco de saúde nas cidades.

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