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Afonso Dhlakama diz que está “chocado e envergonhado”

O líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, diz que o facto de o nome de Mohamed Bachir, presidente do grupo MBS, constar da lista dos traficantes de droga do Governo dos EUA constitui uma “ameaça ao desenvolvimento de Moçambique”.

Falando em conferência de Imprensa sexta-feira na cidade de Nampula, província do mesmo nome, sita no Norte do país, Dhlakama disse que muitos países interessados em investir em Moçambique já começaram a manifestar o seu receio, temendo ser alvo de suspeitas de envolvimento em redes perigosas de traficantes de escala mundial.

O líder da RENAMO, que defende a necessidade de “muito cedo se limpar a imagem do país”, aconselhou o Governo a fazer uma investigação urgente para se esclarecer este caso junto do povo moçambicano e da comunidade internacional. “Só um trabalho sério do Executivo, seguindo os traços da versão norte-americana, poderá ajudar a perceber até onde os Estados Unidos querem chegar e tornar o bom nome do país salvaguardado”, vincou o líder da RENAMO.

“Estou chocado e envergonhado”, lamentou Dhlakama, destacando que é vergonhoso ver um empresário de renome ser considerado membro da rede mundial de tráfico de droga. “Sou moçambicano e sinto pela causa nacional. Esse assunto não deve ser tratado com horizontes politicos. Deixemos as nossas divergências em defesa da causa nacional. Sou a favor da democracia e desenvolvimento”, disse Dhlakama.

Para o líder da RENAMO, Bachir como pessoa pode não pertencer à rede de traficantes, “mas a sua empresa precisa de prová-lo, porque trabalha com muitas pessoas que se calhar não as conhece”, acrescentou o dirigente da perdiz, destacando que está atento à evolução do caso, afastando a possibilidade de se tratar de uma acção tendente a manchar o nome de Bachir e muito menos de Moçambique.

CAMPOS DA AL-QAEDA

Sobre a existência de campos de treino de terroristas da Al-Qaeda, anunciada há dias pelo jornal sul-africano Sunday Times, que já foi desmentida pelas autoridades moçambicanas, Dhlakama disse que “é bem possível que grupos terroristas estejam no país”, sustentando que os treinos a que se referem “não são do tipo carregar armamento”.

Para Dhlakama, um grupo terrorista pode treinar na sala, no quarto, ou em outro espaço desde que se sinta bem acomodado, tendo destacado que accionar uma bomba é tão fácil, porque “são coisas que cabem no bolso, bastando para o efeito ter coragem”.

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