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Activistas Pro-Gays elogiam fundação especializada em SIDA em Moçambique

À semelhança da sua congénere do Brasil, a criação de um serviço de notícias especializado para dar enfase a temática Gay e SIDA em Moçambique é elogiada pelos activistas dos dois países. 

Falando a Agência de Notícias de SIDA do Brasil, Danilo da Silva, representante da Associação Lambda, a única exclusiva para os direitos dos homossexuais em Moçambique, disse que uma agência de género em Moçambique iria promover discussões mais profundas sobre o tema. Danilo da Silva pensa que, ao contrário do Brasil, onde os homosexuais sempre receberam uma atenção especial nas campanhas de prevenção ao HIV, em Moçambique, muito pouco se aborda a homosexualidade.

Baseando-se n o estudo “Off the Map” (“Fora do Mapa”), divulgado em 2007 pela Comissão Internacional para os Direitos Humanos de Gays e Lésbicas, a fonte refere que alguns factores, como preconceitos de que a homossexualidade seria algo ocidental, contribuíram para que esta população ficasse esquecida dos programas de HIV/SIDA na maioria dos países africanos. O relatório destaca que em África, onde vivem cerca de 60% de todos os casos de SIDA do mundo, “há um silêncio no que se refere à infecção do HIV entre os homossexuais”.

Recorde-se que o Professor de Antropologia da Universidade Federal da Bahia e Fundador do Grupo Gay da mesma cidade –  Bahia – Luiz Mott, esteve em Maputo em 2006 para coordenar uma capacitação de lideranças Gays na África. A Agência de Notícias de SIDA do Brasil cita o académico que em Moçambique, assim como nos outros países africanos de língua portuguesa, a homossexualidade é muito clandestina. “A SIDA tem afectado muitos gays na África. É fundamental transmitir a esta população o máximo de informações possíveis sobre a prevenção”, comentou. “Vemos poucas matérias ligadas a isso (SIDA e homossexualidade)”, disse. “Espero que esta agência reporte as coisas como elas realmente acontecem. Que consiga abranger todas as vertentes e realidades e não seja uma caixa de ressonância do governo”, concluiu.

(AT)

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