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ACNUR aumenta orçamento funerário para Maratane

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) acaba de anunciar o aumento do seu orçamento anual de funerais para o Centro de Marratane, em consequência da subida progressiva dos casos de diarreias agudas e de anemias, que mataram cinco crianças e doze adultos entre 26 de Janeiro a 22 de Março em curso.

Segundo Luís Augusto, chefe da Repartição de Administração e Finanças, na direcção provincial da Mulher e da Acção Social em Nampula, entidade responsável pela assistência social naquele centro, para este ano a ACNUR aprovou uma verba 108 mil meticais para a assistência funerária aos refugiados, mas devido à propagação do surto de diarreias agudas, situação que se associa ao alegado problema de falta de comida no Centro, o valor foi reajustado para responder às crescentes solicitações para o efeito.

A fonte explicou que, no quadro do projecto de suplementação alimentar introduzido na semana passada, foram contratados oito cozinheiros que vão garantir aos doentes, fisicamente debilitados, um mínimo de três refeições diárias.

O sector da Mulher e Acção Social recebeu daquele organismo internacional um financiamento, num valor não especificado, para a implementação de acções de assistência social. Em 2010, o valor global disponibilizado pelo ACNUR esteve avaliado em dois milhões e seiscentos, sessenta e sete mil meticais.

Todavia, embora se considere estacionária, a situação das mortes em Marratane obrigou ao governo e algumas organizações da sociedade civil a redobrarem esforços, sobretudo na componente da assistência aos refugiados, incluindo a própria população circunvizinha daquela região.

A Igreja Metodista Unida, que possui uma Paróquia em Marratane, agendou para hoje, segunda-feira, a doação de quantidades consideráveis de medicamentos anti-diarréicos, avaliados em 89 mil meticais.

De acordo com Hermínio Guifutela, representante daquela congregação religiosa, em Nampula, a situação das diarreias está a ter reflexos negativos ao nível da sua comunidade, devido ao crescente número de crentes afectados pela doença.

Por outro lado, a Cruz Vermelha de Moçambique também destacou os seus activistas ao local para a coloração de água e construção de alguns abrigos para os refugiados.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Henrique Banze visitou o Centro de Marratane no último fim de semana para, segundo explicou, estudar as possibilidades da sua transferência para uma zona fronteiriça.

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